
De todas as histórias que já ouvi, a ficção científica é aquela que me faz olhar para o céu à noite com olhos de criança e coração de engenheiro. É uma mistura agridoce de sonhos e cálculos, onde o impossível se torna plausível e as estrelas deixam de ser apenas pontos brilhantes para se tornarem destinos.
Imagine o futuro como um livro ainda não escrito, e a ficção científica como o rascunho audacioso. Foi assim que ela nos apresentou robôs capazes de sentir, naves que cruzam buracos de minhoca e sociedades que lutam contra a própria criação. De 2001: Uma Odisseia no Espaço a Duna, aprendemos que o futuro não é uma estrada reta, mas um emaranhado de possibilidades.
Mas não se engane. A ficção científica não é sobre previsões. É sobre reflexões. Quando Asimov criou as três leis da robótica, ele não estava apenas escrevendo sobre máquinas; estava nos fazendo pensar sobre ética, humanidade e os limites do controle. Quando Blade Runner perguntou se os replicantes sonham com carneiros elétricos, estava perguntando, na verdade, o que é que nos torna humanos.
Na ficção científica, até mesmo uma caneta Bic – talvez a sua – poderia ser uma peça essencial para salvar a galáxia. É esse poder de transformar o cotidiano em extraordinário que faz o gênero ser tão apaixonante. Ela nos lembra que, em algum canto do universo ou em alguma dobra do tempo, sempre haverá algo novo a descobrir.
Então, da próxima vez que você folhear um livro de ficção científica ou assistir a um filme do gênero, lembre-se: você não está apenas lendo ou assistindo. Você está embarcando em uma viagem que, apesar de fictícia, carrega mais verdades do que aparenta.
No final, talvez o maior mérito da ficção científica seja nos ensinar a ser visionários. A sonhar com universos paralelos enquanto resolvemos as equações do nosso próprio mundo.
E quem sabe, algum dia, essas estrelas que tanto observamos se tornem tão familiares quanto o pão de queijo e o café na nossa mesa.
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Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (https://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto AutoEstima (http://www.revistaprojetoautoestima.com.br). Chanceler na Academia Brasileira de Escritores (Abresc). Associado da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Já foi Educador Social e também trabalhou por 18 anos no setor de Inclusão Digital na Cidade de S. Paulo, numa rede de solidariedade que desenvolve ações de promoção da vida em várias partes do país e do mundo, um trabalho desenvolvido para pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. Participou em mais de 100 livros, tendo contos publicados no Brasil, México, China, Portugal e França. Publicou ao lado de Pedro Bandeira no livro “Nouvelles du Brésil” (França), com xilogravuras de José Costa Leite. Organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho). Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. Autor dos romances “Jornal em São Camilo da Maré” e “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”. Entre a organização de suas antologias, estão os títulos “O Legado de Edgar Allan Poe”, “Histórias Para Ler e Morrer de Medo”, “Contos e Poemas Assombrosos” e outras. Escreveu a introdução do livro “Bloody Mary – Lendas Inglesas” (Ed. Dark Books). Contato: ademirpascale@gmail.com




Excelente crônica! Traduziu com perfeição o estado de maravilhamento e de profunda reflexão acerca dos caminhos da humanidade em que nos coloca a ficção científica. Sou fã do gênero. Parabéns!