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| Myriam Rawick © – F.Thomas |
Myriam Rawick vivia uma vida leve em seu paraíso na cidade de Alepo. Porém, quando a Guerra da Síria estourou na sua vizinhança e reduziu tudo aquilo que ela conhecia a cinzas, a jovem garota buscou conforto nas palavras que escrevia, às pressas, em seu diário. E transformou-as em um símbolo de esperança e resistência contra os horrores de um país em guerra.
O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina.
Com registros colhidos entre junho de 2011 e março de 2017, o diário alterna as doces memórias do passado na cidade de Alepo e os dias doloridos e carregados de incertezas. E é com a sensibilidade de uma autêntica contadora de histórias que ela narra a preocupação crescente de seus pais com as notícias na TV, as pinturas revolucionárias nos muros da escola, as manifestações contra o governo, a repressão, o sequestro de seu primo e, por fim, os bombardeios que destroem tudo aquilo que ela conhecia.
constelação e pudessem ser vistas por qualquer pessoa de qualquer parte
do nosso planeta.”
— MYRIAM RAWICK
Saiba mais: https://www.diariodemyriam.com.br
Quantas crianças entre os quase 400 mil mortos do conflito? E quantas vidas destruídas em meio àquelas que ficam e que ainda está crescendo?” – pág. 31
“A guerra era minha infância destruída sob essas ruínas e fechada em uma caixinha.” – pág. 43
“Dentro da casa, a família toda estava lá e estavam todos tristes. Sobre o pequeno altar, à direita da entrada, dezenas de pequenas velas estavam acesas.” – pág. 77
“Faz dias que passamos o tempo todo aqui. Deixamos o ventilador ligado porque, assim, quando a luz volta, a gente sabe logo e as mamães podem correr para as cozinhas e esquentar água para tomar banho.” – pág. 111
“Faz quatro dias que estamos sem energia. Do lado de fora, papai diz que não tem mais ninguém. E, no vão da escada, todo mundo parece triste.” – pág. 124
“Quando estávamos todos prontos, começamos a andar. No vão da escada, todo mundo gritava. Os vizinhos de cima já estavam lá embaixo. Só Abu Salem ainda estava descendo. Papai fechou a casa com a chave. Ele fez um sinal da cruz na porta e saímos correndo escada abaixo.” – pág. 173
“Passamos por pequenas vielas. Nas varandas, não tinha mais flores, e quase todas as persianas estavam fechadas. No andar térreo dos edifícios, as pessoas tinham feito barricadas para os apartamentos, com pranchas de madeira que eles pregavam nas janelas.” – pág. 235
Título | O Diário de Myriam
Autores | Myriam Rawick, com Philippe Lobjois
Tradutora | Maria Clara Carneiro
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 320 páginas
Dimensões | 14 x 21 cm
ISBN | 978-85-9454-122-2
http://www.darksidebooks.com.br/o-diario-de-myria


