Ulisses Cobucci – Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Ulisses Cobucci é escritor de ficção e o idealizador do Prêmio Laurel Verbum. Autor da série de romance e suspense Os Noctis, já disponível ao público, ele traz para sua escrita o rigor de referências como Machado de Assis, Hemingway e Oscar Wilde. Natural de São Vicente (SP), pai do Lucas Cobucci e apaixonado pelo mar, Ulisses une sua formação em Ciências Políticas e sua experiência técnica em Edificações e Segurança do Trabalho à gestão cultural. Atualmente, dedica-se integralmente ao fomento da literatura nacional. Como ele mesmo define: “Como escritor de romance e aventura, senti na pele a dificuldade de encontrar prêmios focados em entretenimento; por isso fundei o Laurel Verbum.”

Fale-nos sobre seus livros. O que o motiva a escrevê-los?

Sou muito sonhador e acredito que as coisas dão certo sempre, o que é uma realidade impossível, porém nos livros não, lá podemos criar a fantasia, o que desejamos, a realidade irreal e o impossível, tudo dá certo, a escrita por si só é capaz de nos satisfazer como humanos e por vezes nos completar. Escrevi e planejei o livro de ação e aventura  “Os Noctis” acreditando que ele tinha um diferencial e seria uma boa leitura, planejei uma série de 10 livros e após publicar digitalmente comecei a escrever um romance chamado “O Caminho Entre o Tempo” e me apaixonei, deixando os demais de lado e acho que escrever é sobre isso, estar apaixonado pelo que escreve, escrever por amor, essa deve ser nossa motivação, logicamente que temos que fazer cursos para saber o que fazemos e nos aprimorar, acho que um grande erro é querer escrever para ser lido por milhares de pessoas ou mesmo só ter sucesso, sucesso é escrever e terminar, motivação é amar a história.

Como analisa a questão da leitura no país?

A leitura no Brasil é algo complexo, estamos no ranking global abaixo de muitos países da própria América Latina, o que nos tornará com certeza menos desenvolvidos a longo prazo. Como autor sempre falo que esse mercado é um espaço que podemos ganhar, porém não depende apenas do autor, precisa de uma lei de incentivo que adentre as escolas, os professores podem ser nossos aliados nisso, temos muito que explorar, porém precisamos primeiramente de organização, editoras, autores e em busca de políticos que realmente nos representem e façam funcionar, o país sairia ganhando.

Fale-nos sobre o Prêmio Laurel Verbum.

Muitos anos atrás trabalhei com um grande homem cerimonialista chamado Michel Chelala, presidente de uma academia paulista de premiação, ele me ensinou muito sobre como se portar, como crescer como pessoa e como fazer grandes produções. Quando ele faleceu eu mantive essa ideia; anos atrás, com mais dois amigos, fomos fazer uma premiação no que acreditávamos, montei o Prêmio Laurel Verbum Literatura de Entretenimento, planejamento, site, Instagram e quando chegou a hora de investir cada um foi para um lado e acabei ficando só, porém quando acredito em algo vou até o final. A premiação ainda não é lucrativa, não ganhou o reconhecimento que merece pela dedicação, porém só de estar fazendo a diferença na vida de alguns autores já me deixa muito feliz, o objetivo é fazer um evento tão bonito quando o Oscar, para os autores, eles são o “Evento”, a cerimônia é para eles. Ainda creio que nas próximas edições teremos patrocinadores e uma ampliação considerável de visibilidade no setor nacional. Este ano, tive o auxílio do autor Cosme Santos e da Pâmela Beatriz, foram pessoas incríveis que me deram muita força para continuar, lidar com tantos autores é uma tarefa muito difícil e eles fizeram parecer mais fácil, ambos merecem todo sucesso da premiação.

Que livro leu ou está lendo no momento?

No último ano passei por momentos difíceis psicologicamente, foi muito difícil me concentrar, a leitura que era constante acabou sendo esporádica, porém ainda tenho alguns livros para finalizar em breve, sempre dou preferência a livros nacionais e hoje em dia mais do que nunca a novos autores. Nesse ano que se passou li Itamar Vieira Junior, li quase tudo da Ana Luisa Oliveira, li Raphael Montes, li Carla Madeira com Tudo é Rio, e Paulo Coelho, li o livro “Selvagem”, de Marília Passos, achei incrível, ainda devo a leitura de “Do Mar, o Sonho”.  Lerei este ano Daniel Freire de Sousa e quando terminar a premiação lerei Vinicius Monfrinato, autor que venceu na categoria Suspense ano passado e este ano foi elogiado. Acho que temos muitos autores nacionais acima da média do que tem lá fora, nossa língua portuguesa é maravilhosa. Hoje de cabeceira tenho de internacional Dom Quixote, minha coleção de Alice no País das Maravilhas, e um livro que nunca mais entrará em minha biblioteca é “O Apanhador no Campo de Centeio”, que não vejo graça.

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?

Acho que eu já falei muito! Porém gostaria de falar de meus projetos: pretendo finalizar o livro “O Caminho Entre o Tempo”, finalizei 90% dele com 180 páginas, então voltei a escrevê-lo e agora tem aproximadamente 400, porém acho que ele não ficará pronto antes de algo em torno de 600.
Espero muito dessa premiação 2026, temos um grupo de autores muito empolgados.

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