Fale-nos sobre você.

Meu nome é José Júnior, sou formado em Arquitetura e Urbanismo (UFAL) e doutor em Psicologia (UFRN). Sou professor de desenho técnico e arquitetônico. Sempre gostei de ler e escrever, mas só a partir de 2020 (com a pandemia), comecei a publicar contos em antologias e, em seguida, publicar meus livros de forma independente. Hoje tenho alguns livros publicados por editoras, como Ocorrências Sombrias (Editora Sinna), Jogos Sombrios (Editora Flyve) e O Mistério do Hotel Paraíso (The Four Editora).

Desde a adolescência tive interesse em assistir e ler filmes/livros de terror/horror e suspense. Vi na escrita uma forma de expressar algumas emoções relacionadas a esses gêneros que não conseguiria expor de outra forma.

Costumo fazer a divulgação de meus livros no instagram @expressoouroverde, página específica para divulgação, ou no meu pessoal @josejunior.zp.

Fale-nos sobre seus livros. O que o motiva a escrevê-los?

Meus livros são, em sua maioria, de terror/horror e suspense. Mas também já escrevi sobre distopia e ficção científica. Minha motivação vem de sentimentos e sensações que não consigo expressar de outras formas a não ser com a escrita. Meus sonhos e pesadelos servem como inspiração, assim como simples conversas com meus amigos. Também costumo prestar atenção à rotina do meu dia a dia e transformar alguma situação simples em uma premissa para um livro ou conto de terror/horror.

Meu primeiro livro mesmo, sem ser de contos, foi Ocorrências Sombrias. Fui bombeiro por 11 anos e decidi escrever um livro de terror sobre as ocorrências que uma guarnição dos bombeiros atendia. É um livro que navega pelo suspense, mas que mergulha no horror sobrenatural.

Além do terror, tento trazer em meus livros questões do cotidiano e da vida adulta. Personagens que precisam enfrentar desafios para sobreviver. Acho interessante a evolução que cada personagem alcança no final dos meus livros (dos que chegam vivos até o final).

Tenho um livro de microcontos (Breves Momentos de Horror) e é um gênero que aprecio muito. É interessante escrever apenas um parágrafo e naquelas palavras poder imaginar toda uma história.

Como analisa a literatura de terror/horror escrita e publicada por brasileiros?

Desde que entrei nesse mundo de escrita em 2020, a partir da participação em antologias, percebo um alto número de escritores de terror/horror. As antologias foram muito importantes para mim tanto para publicar meus contos quanto para conhecer a escrita de escritores de todo o Brasil. Há muitos autores independentes que escrevem contos e romances de qualidade.

Como analisa a questão da leitura no país?

As pesquisas mostram que o Brasil ainda é um país de poucos leitores se comparado com outros países, mas acredito que com a alta divulgação nas redes sociais o número de leitores vem aumentando, não tanto para mudar os resultados das pesquisas drasticamente, mas tento ser otimista.

Vejo o problema do valor dos livros aqui no Brasil que, às vezes, são bem caros e que dificulta a compra. Mas também vejo que há muitas possibilidades de leitura com os livros digitais, que são mais em conta e uma boa forma de escritores independentes publicarem.

Qual o livro que está lendo?

Estou lendo Uma Vida Pequena, de Hanya Yanagihara. O livro acompanha a vida de quatro amigos que se mudam para Nova York em busca de seus sonhos. Mas para isso, eles precisam encarar vários desafios da vida adulta. Vi muitas resenhas falando do quanto este livro é marcante e por isso resolvi ler, está sendo uma boa leitura, realmente é bem intenso.

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?

Quais obras me inspiram a escrever? – Gosto muito dos livros do Stephen King. Livros como O Iluminado e It, a coisa, foram minhas inspirações da adolescência até hoje. Filmes como A Morte do Demônio (toda a série). E obras do Junji Ito, tanto animes como mangás.

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