Fale-nos sobre você.

Meu nome é Jamily Sena, sou pedagoga e especialista em Educação em Sexualidade, atuo há anos com formação de educadores, famílias e profissionais da infância. Meu trabalho está voltado para a promoção de uma educação em sexualidade pautada no respeito, na proteção e nos direitos das crianças e adolescentes. Sou autora do livro infantil Madu e o Camaleão, uma obra que une literatura e educação para abordar temas como autocuidado, consentimento, limites corporais e prevenção das violências de forma lúdica e acolhedora.

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?

Madu e o Camaleão é um livro infantil sobre educação em sexualidade, cuidado e proteção do corpo. A história acompanha Madu e o Camaleão Guardião em uma jornada pela Terra da Proteção, onde a criança aprende sobre emoções, limites, consentimento, partes do corpo e formas de identificar e pedir ajuda diante de situações de risco.
A motivação para escrevê-lo surgiu da minha prática profissional. Ao longo dos anos, percebi que muitos educadores e famílias desejavam abordar esses temas com as crianças, mas encontravam poucos materiais que fossem ao mesmo tempo didáticos, acolhedores e apropriados para a infância. O livro nasceu justamente da necessidade de criar um recurso que pudesse apoiar esses diálogos e contribuir para a proteção das crianças por meio da informação e da educação.

Como analisa a questão da leitura no país?

Acredito que existe uma ideia equivocada de que os brasileiros não gostam de ler. Iniciativas recentes de incentivo à leitura, como o programa MEC Livros, que registrou um número expressivo de participantes, mostram que há interesse e desejo de acesso aos livros. O desafio, muitas vezes, está menos no interesse pela leitura e mais nas condições de acesso.
Os livros ainda possuem um custo elevado para muitas famílias, e as desigualdades no acesso a bibliotecas, livrarias e espaços culturais também impactam a formação de leitores. Por isso, considero fundamental investir em políticas públicas de incentivo à leitura e democratização do acesso ao livro. Quando o livro chega às pessoas, os leitores aparecem.

Que livro leu ou tem lido ultimamente?

Recentemente li Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, uma obra sensível e potente que nos convida a refletir sobre afetos, masculinidades e relações humanas.
Atualmente estou lendo Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, uma narrativa envolvente que aborda temas como maternidade, pertencimento e os desafios das relações contemporâneas.

Como o leitor poderá entrar em contato para adquirir seu livro?

Madu e o Camaleão está disponível para aquisição pela plataforma Mercado Livre. Os leitores também podem acompanhar meu trabalho e entrar em contato por meio das minhas redes sociais, especialmente pelo Instagram, onde compartilho conteúdos sobre educação em sexualidade, infância, proteção e literatura.
Instagram: @jamily_sena_consultoria
Whatsapp: (11) 93363-2065
E-mail: jamily1311@gmail.com

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?

Gostaria de responder à seguinte pergunta: por que ainda precisamos falar sobre proteção das meninas no Brasil?

Porque ainda vivemos em uma sociedade em que meninas têm seus corpos, suas vozes e seus direitos constantemente colocados em disputa. Em diferentes momentos da nossa história — e também no presente — vemos debates públicos que evidenciam como a proteção integral das crianças e adolescentes ainda não é uma realidade garantida para todas.
Minha trajetória profissional foi construída a partir dessa preocupação. Falar sobre educação em sexualidade, consentimento, prevenção das violências e direitos da infância não é apenas uma questão pedagógica; é uma questão de proteção e de garantia de direitos humanos.
Quando uma criança aprende que seu corpo merece respeito, que pode dizer não, que pode pedir ajuda e que existem adultos de confiança para protegê-la, estamos fortalecendo mecanismos de proteção que podem acompanhá-la por toda a vida.
Por isso, acredito que a literatura infantil também tem um papel social importante. Histórias podem abrir conversas que muitas vezes são difíceis de iniciar e ajudar famílias, escolas e comunidades a construírem ambientes mais seguros para crianças e adolescentes.
No fim das contas, meu trabalho e o livro Madu e o Camaleão partem da mesma convicção: toda criança tem direito à informação adequada, à proteção e a uma infância vivida com dignidade, segurança e respeito.

SAIBA COMO DIVULGAR O SEU LIVRO, EVENTO OU LANÇAMENTO AQUI NA REVISTA CONEXÃO LITERATURA: CLIQUE AQUI

Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *