Sobre a autora.

Emanoela Nardes é bióloga, pesquisadora, cantora e escritora. Mestre em Sistemas Costeiros e Oceânicos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), atua na interface entre ciência, educação e literatura. É autora dos livros “Estranhos à Meia-Luz” (Clube de autores, 2025), Lugares que inventamos para ficar” (Pedregulho, 2025) e “FILOSOF I.A. (Mondru Editora, 2026) além de artigos científicos, poesias e crônicas reconhecidas em premiações literárias.

Sobre o livro e o que me motivou a escrever.

O livro “Estranhos à Meia-Luz”conta a minha história — e também a das pessoas que cruzaram o meu caminho.
Sei que muitos que me conhecem não imaginam tudo o que vivi. Guardei em silêncio durante anos, porque antes de dividir com o mundo, precisei compreender, elaborar e me fortalecer diante do que aconteceu.
Foram anos enfrentando o pior. Depois, anos cuidando das feridas, até conseguir olhar para tudo aquilo não mais apenas como vítima, mas como alguém capaz de analisar, compreender e transformar a própria dor em aprendizado.
Com o tempo, passei a sentir orgulho de quem me tornei: do caminho que percorri, da vida de amor e aconchego que construí, das pessoas que escolhi para caminhar ao meu lado e que me ensinaram que eu mereço — e sempre mereci — o melhor que a vida pode oferecer.
Mesmo nas maiores dificuldades, minha trajetória foi marcada por intensidade: pelas aventuras, pela coragem de enfrentar desafios, pela busca de justiça, pela celebração da reparação e, acima de tudo, pela gratidão diária.
Este livro nasce do encontro entre os fatos e o olhar maduro e consciente que hoje tenho sobre eles.
Desejo que minha trajetória seja um sopro de esperança para quem sofre — um lembrete de que é possível atravessar a escuridão e alcançar um lugar de luz, dignidade e amor.

Como analiso a questão da leitura no país?

A literatura brasileira é muito rica, diversa e criativa, mas ainda enfrentando dificuldades para alcançar mais leitores. Temos grandes autores, novas vozes surgindo o tempo todo e uma produção cada vez mais plural, porém ainda falta incentivo à leitura e uma formação leitora mais próxima das pessoas.
Ao mesmo tempo, percebo que estamos vivendo um momento interessante, com mais democratização da escrita, editoras independentes e leitores se conectando à literatura também pelas redes sociais.

O que tenho lido atualmente?

O livro que estou lendo atualmente se chama “Nexus: uma breve história das redes de informação, da idade da pedra à inteligência artificial”.
Já é o terceiro livro que leio do genial Yuval Noah Harari.
Todo este material contribuiu para o insight que me motivou a escrever meu último livro publicado, que se chama “FILOSOF I.A”.

Uma pergunta que não fizeram, mas eu gostaria de responder:

Em que momento você percebeu que a escrita deixou de ser apenas uma paixão e se tornou necessidade na sua vida?

Percebi bem cedo que a escrita era a forma mais verdadeira que eu tinha de organizar pensamentos, sentimentos e enxergar o mundo. Em algum momento, deixou de ser apenas algo que eu gostava de fazer e passou a ser algo de que eu realmente precisava. Escrever se tornou uma maneira de expressão, de conexão e também de permanência.

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