Alex Bitten
é autor
romances envolventes e com personagens marcantes. Suas obras caracterizam-se
pela riqueza de detalhes e tramas bem elaboradas, um trabalho realizado através
de pesquisa e obsessão pela qualidade do texto. 

Possui 6 romances
publicados ao longo de 20 anos como autor independente e está lançando “A Casa
do Capitão”, seu primeiro romance junto a uma editora tradicional, a Coerência.
 

Seu objetivo é transportar o
leitor para dentro da história, proporcionando conhecimento e entretenimento de
alto nível. 

ENTREVISTA: 

Conexão
Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no
meio literário?
 

Alex Bitten: A vontade de escrever surgiu
ainda na adolescência, quando comecei a criar personagens vivendo histórias que
não estavam em livros que havia lido. Ela cresceu com o passar dos anos, até
que em 1998, depois de não conseguir tirá-las da minha mente, iniciei meu
primeiro romance, que foi publicado em 2001. O Romance “O Espírito da Noite”,
ambientado na época da Independência do Brasil, teve ótima aceitação e serviu
de combustível para prosseguir. E não parei nem pretendo parar.
 

Conexão Literatura: Você é autor do livro “A
casa do capitão”. Poderia comentar?
 

Alex Bitten: As premissas do livro
eram desafiadoras. Queria criar minha primeira protagonista, algo que ainda não
havia feito. Além disso, após uma visita num asilo, pensei em escrever um livro
onde a personagem descobre a existência de uma vida passada. Mas não queria
escrever mais um romance sobre reencarnação, queria fugir do lugar comum. 

A vida de Caroline
era perfeita: no auge de sua brilhante carreira, estava noiva de um ótimo
pretendente. Tudo acaba quando se vê traída por seu grande amor e sua melhor
amiga. Agora, só consegue pensar em fugir dessa triste realidade, e uma
proposta de emprego em outra cidade parece ser sua salvação.

Decidida a abandonar
o passado e começar uma nova vida, a médica se muda e começa a trabalhar no
renomado Centro Médico Souto Lima, local para tratamento de idosos e pacientes
singulares. Lá, ela rapidamente se vê envolvida com interessantes figuras, como
Helena Cortês, uma professora de filosofia capaz de fazê-la contestar suas
convicções. Aos poucos, vai percebendo que o centro médico mantém encobertos
fatos envolvendo a guerra que terminou décadas atrás.

Enquanto busca
informações sobre o enigmático paciente do quarto 206, ela percebe que a
doutora Laura, fundadora e proprietária do local, pode estar envolvida em
terríveis segredos.

Apenas em sua nova
casa, a residência de um casal que teve seu amor interrompido pela guerra, a
médica encontra paz, mesmo que ninguém consiga explicar os estranhos eventos
que acontecem lá, nem mesmo Benjamin, o homem com passado trágico que ganha
cada vez mais espaço em seu coração. Ao perceber que sua presença está ligada a
um mistério e que forças poderosas desejam mantê-lo enterrado, Caroline decide
participar de um jogo mortal, arriscando-se para descobrir a verdade. Porém, sua
descoberta mudará sua vida para sempre.
 

Conexão
Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu
livro?
 

Alex Bitten: ”A Casa do Capitão” levou 2 anos
para ser concluído. Durante esse período pesquisei sobre vários assuntos, desde
procedimentos médicos, rotinas em asilos, passando por filósofos e é claro,
sobre a criação de uma personagem feminina com uma alma autêntica. Acredito ter
conseguido fazer Caroline evoluir com ser humano, enfrentando seus medos e vencendo
seus desafios. Foi um livro muito gratificante.
 

Conexão
Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  
 

Alex Bitten: Gosto de utilizar cartas em meus
livros, acredito no poder de comunicação que elas possuem. E uma das cartas
escritas por um paciente terminal para Caroline me emociona sempre que leio.
 

Minha amiga Caroline. Prefiro
chamá-la de amiga à doutora. 
 

Quando estiver lendo estas
palavras, não estarei mais neste mundo. Mas não se preocupe comigo, porque, há
muito tempoparei de me preocupar com meu destino. 
 

Como diria Júlio César, na
batalha de Zela: Veni, Vidi, Vici. Não escolhi minhas batalhas, mas
lutei todas com fúria e inteligência. A maioria delas venci, e, para
mim, isso é o que importa.
 

Agora é tempo de continuar
minha jornada. Minha mente está mais afiada do que a katana, de samurai,
mas meu corpo se deteriora a cada minuto. 
 

O destino é inevitável. 

Eu lhe darei um presente e uma
batalha.
 

Deixo a você o meu acervo.
Esse é o seu presente. A doutora Laura tem outros planos para ele, por isso, quando
lhe der a notícia, é claro que vai discordar, mas quero que a
convença a ficar com eles. Esta é a sua batalha, o seu desafio, e se
tornará mais forte se vencê-la. 
 

Não os doe, não os venda e, sobretudo, trate-os
com carinho. Leia-os, e alguns autores se tornarão caros para você. Somente
quando encontrar alguém que os trate melhor do que você, faça o que estou
fazendo agora.
 

E nunca se esqueça: o
conhecimento liberta.
 

Não vou dar nenhum conselho
politicamente correto, há vários deles ao alcance dos seus olhos, e sempre
acreditei que clichês foram feitos para idiotas.
 

Mas gostaria de deixar uma
reflexão.
 

Nós somos navios, e
navios não foram feitos para ficar na segurança de um porto, mas para
cruzar mares bravios, conhecer lugares inacreditáveis e participar de grandes batalhas.
Não há nenhum problema em sofrer avarias durante a jornada. Prefiro
um navio cheio de cicatrizes a um que nunca levantou âncora.
 

Afaste-se de pessoas que não
navegam pelos mares da vida, ou que navegam apenas em rios estreitos e águas
tranquilas. Não aceite seus medos ou suas desculpas, porque, se os
aceitar, condenará seu navio ao mar dos sargaços, e lá ele ficará
preso para sempre. 
 

Quando o fim estiver próximo, e o seu navio
estiver naufragando, aceite com resignação, tenha orgulho de sua história e
repouse no fundo do mar como os lendários e audaciosos navegadores. Compreenda
que a jornada da vida é o caminho que percorremos e nunca o seu destino, porque
esse é apenas uma miragem no deserto que é nossa existência.
 

Eu lhe desejo uma vida longa e
uma morte rápida.
  

Conexão
Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro
e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?
 

Alex Bitten: No meu site www.alexbitten.com.br
o leitor encontrará muitas informações sobre os meus romances, curiosidades,
opiniões dos leitores e links para os locais de compras. Alguns preferem adquirir
comigo, porque gostam de recebê-los autografados.
 

Meus livros são comercializados em formato
impresso nas grandes lojas da web (Americanas, Submarino, Shoptime, Submarino.
Na Amazon é possível adquiri-los também em formato digital.  
 

Todas as novidades sobre meus novos
projetos estão no meu Instagram @escritoralexbitten
 

Conexão
Literatura: Existem novos projetos em pauta?
 

Alex Bitten: Estou revisando meu novo romance,
que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2022.

Uma história sobre caçadores de baleias,
ambientada numa armação, no litoral de Santa Catarina, no final o Império do
Brasil.

Uma feiticeira revela o futuro de três
meninas, e quando elas se tornam mulheres, percebem que suas previsões se
iniciam a partir da chegada de uma fera do mar.
 

Perguntas
rápidas:
 

Um livro: O Conde
de Monte Cristo   

Um (a) autor
(a):  Júlio Verne

Um ator ou atriz:
Sean Connery

Um filme: Nada é
para Sempre – Dirigido por Robert Redford

Um dia especial: O
lançamento do meu primeiro romance “O Espírito da Noite.”
 

Conexão
Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?
 

Alex Bitten: Escrevo o que sinto.

Uma angústia inexplicável, de personagens
que vivem dentro de mim, implorando para contar suas vidas.

Eu continuo vendo e escrevendo. Este é o
meu destino e será assim até o dia do meu último suspiro.

Escrevo para libertá-los, para que possam
seguir seu destino.

Escrevo para libertar minha alma, para que
eu possa seguir meu destino.

Eu sou Alex Bitten.

Eu sou um contador de histórias. 

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