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Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (https://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto AutoEstima (http://www.revistaprojetoautoestima.com.br). Chanceler na Academia Brasileira de Escritores (Abresc). Associado da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Já foi Educador Social e também trabalhou por 18 anos no setor de Inclusão Digital na Cidade de S. Paulo, numa rede de solidariedade que desenvolve ações de promoção da vida em várias partes do país e do mundo, um trabalho desenvolvido para pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. Participou em mais de 100 livros, tendo contos publicados no Brasil, México, China, Portugal e França. Publicou ao lado de Pedro Bandeira no livro “Nouvelles du Brésil” (França), com xilogravuras de José Costa Leite. Organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho). Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. Autor dos romances “Jornal em São Camilo da Maré” e “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”. Entre a organização de suas antologias, estão os títulos “O Legado de Edgar Allan Poe”, “Histórias Para Ler e Morrer de Medo”, “Contos e Poemas Assombrosos” e outras. Escreveu a introdução do livro “Bloody Mary – Lendas Inglesas” (Ed. Dark Books). Contato: ademirpascale@gmail.com




É sempre instigante ver como trajetórias aparentemente distintas podem se complementar. Na atuação de Marcos Lagrotta (Marcos Thadeu Fernandes Lagrotta) como pesquisador e gestor na área da saúde pública, reconhecemos o mesmo rigor, clareza e senso crítico que marcam sua produção literária. Sua escrita criativa, especialmente no campo da ficção histórica, revela um domínio narrativo e uma capacidade analítica que dialogam diretamente com sua atuação técnica e profissional na saúde coletiva. Em todos os campos, tanto na literatura quanto na pesquisa acadêmica e na gestão pública há método, densidade intelectual e compromisso com a realidade social. Um exemplo raro de como pesquisa, imaginação histórica e prática institucional podem caminhar juntas, enriquecendo-se mutuamente.
Acabei se ler Yishaq: O Guerreiro Negro de Soba e ainda estou absorvendo tudo que essa obra magnífica me proporcionou. Marcos Lagrotta não só reconstrói a trajetória de Yasuke, um dos personagens mais fascinantes da história, como devolve a ele a profundidade humana e cultural que a narrativa tradicional muitas vezes negligencia. Em vez de apenas narrar eventos, o livro nos leva desde as antigas civilizações da África até o turbulento Japão do século XVI, criando uma verdadeira ponte entre mundos, religiões e memórias esquecidas, algo que vai muito além do simples entretenimento literário. O autor trabalha com maestria a ambição de trazer à tona o “continente perdido ” de Yasuke, sua história anterior ao Japão, e nos presenteia com uma jornada épica, rica em cultura, espiritualidade e dignidade. A forma como ele entrelaça memória oral africana, tradição jesuítica e contexto histórico é simplesmente admirável. Este livro realmente restitui voz e alma a um herói cuja trajetória merece ser conhecida por todos. Obrigado por essa leitura tão profunda e necessária.