
Clarissa Xavier Machado é professora graduada em Letras e Direito, pós-graduada em Tradução, Literaturas Brasileira e Inglesa, e Neurociências da Educação. Autora dos livros “Pelas Águas de São Lourenço”, “São Lourenço, Cidade da Gente” e “Buen(os) Aire(s)”, é Mediadora de Leitura e ativista do Direito à Literatura, do Turismo Literário e da Cultura de Paz.
ENTREVISTA:
Revista Conexão Literatura: A Voz de Nhá Chica nasce do desejo de apresentar essa figura tão importante da fé brasileira às crianças do mundo. Em que momento você sentiu que essa história precisava ser contada para o público infantojuvenil?
Clarissa Machado: Me emociona demais falar sobre isso porque foi uma jornada repleta de “coincidências”. Quando cheguei a São Lourenço (MG), em 2017, notei que as pessoas aqui tinham especial devoção a Nhá Chica, havia muita fé, admiração e gratidão em relação a ela. Cerca de quatro, cinco anos depois, conheci o artista plástico Leandro Cândido, que fez a estátua de Nhá Chica que foi colocada na principal praça da cidade. Passaram-se uns três anos e, misteriosamente, comecei a ter pensamentos recorrentes com Nhá Chica, e de repente, tudo o que acontecia tinha alguma coisa que se relacionava com ela, como se eu estivesse sendo conduzida até ela. Por conta disso, decidi ir ao Santuário, em Baependi, e em 18 de julho de 2024, lá estava eu acreditando ser a primeira vez, no entanto, meus pais me lembraram que eu já havia estado lá nos anos 80 quando eu tinha uns seis anos de idade, algo que eu não guardei na memória, até hoje tento me recordar e não consigo. Apenas alguns dias após visitar Baependi, no dia 24, fui a Canção Nova e diante da Casa de Maria Mãe e Mestra, senti uma emoção muito forte no coração e senti que eu precisava escrever sobre Nhá Chica. E, naquele momento, a imagem do livro veio certinha na minha cabeça: infantil, ilustrado, trilíngue, capa azul e o título “A Voz de Nhá Chica”. Assim, sem muita explicação, mas acredito que por estar pensando tanto em Nhá Chica, eu estava me conectando muito a Nossa Senhora e estar diante da Casa de Maria, dentro da Canção Nova, me despertou esse sonho, ou como gosto de dizer esse “chamado”.

Revista Conexão Literatura: O livro é fruto de um estudo cuidadoso sobre a vida da Beata Nhá Chica, incluindo visitas ao Santuário e pesquisa bibliográfica. Como esse processo de investigação influenciou suas escolhas narrativas e a forma delicada do texto?
Clarissa Machado: Exatamente. Como eu não conhecia a história dela, eu somente sabia aquilo que as pessoas comentavam, das graças alcançadas e sobre ela ser uma pessoa muito iluminada e com uma rara conexão com Nossa Senhora; porém, eram informações soltas, relatos e testemunhos de devotos e peregrinos, de modo que eu efetivamente não sabia quem era ela. E, mesmo tendo estado no Santuário já anotando e fotografando algumas coisas, era como se eu não soubesse o que estava fazendo naquele momento. Sei que soa muito estranho, mas eu de fato precisei mergulhar com profundidade na história dela, ler muito, muitas biografias, e, principalmente, me aprofundar na história da menina Francisca porque eu queria que o livro fosse especialmente para as crianças, e queria que as crianças se vissem nela de alguma maneira. E isso seria uma grande responsabilidade, sobretudo por se tratar de uma obra de não-ficção. A cada biografia lida, eu fazia fichamentos e dos fichamentos selecionava dados-chave. Montei uma espécie de protótipo artesanal porque tendo as crianças como público-alvo eu precisava ser objetiva e concisa, evitar metáforas e manter, ao mesmo tempo, uma certa leveza, o que foi um desafio porque a vida de Nhá Chica é marcada por dificuldades, separações e lutos; de modo que eu realmente precisava escolher as palavras com bastante cuidado para conservar esse aspecto de delicadeza e ternura, que também são traços marcantes da pessoa da Nhá Chica.
Revista Conexão Literatura: A obra parte da ideia de Nhá Chica como alguém que foi — e ainda é — um canal de Nossa Senhora no Brasil. Como traduzir essa dimensão espiritual de forma acessível, sensível e respeitosa para as crianças?
Clarissa Machado: Esse foi mais um desafio, aliás, toda a obra foi um grande desafio porque não é uma biografia comum, e falar dessa dimensão, falar de algo tão sobrenatural, de uma conexão com um mundo invisível não é fácil e envolve diretamente a questão da fé. E nós temos já uma tradição sobre isso, temos esse tipo de conexão na Bíblia, já em Gênesis e com Moisés, por exemplo, escutar a voz de Deus e por meio dela obter revelações divinas não é algo novo, mas acaba sendo algo muito associado aos grandes profetas da Bíblia. E falar sobre alguém, uma mulher, pobre, do interior do Brasil, nos dias atuais, imaginem… E o que eu tentei, não sei se consegui, foi apresentar primeiro a criança Francisca, onde ela nasceu, onde ela morava, quem era a sua mãe, quem era o seu irmão, como era a vida dela e, acredito que o ponto de virada foi a mudança para Baependi, que aí também no livro foi a virada para a abordagem espiritual porque um dos objetos que a menina Chica tinha e leva para a nova casa é a estátua de Nossa Senhora, imagem que a acompanha por toda a vida. A partir daí, dessa mudança, os diálogos da menina com Nossa Senhora, surgem com naturalidade e se intensificam com o passar dos anos até o momento em que a menina, já adulta, se dá conta de sua conexão incomum com o divino, colocando a mãe de Jesus, como Senhora da sua casa e da sua vida, e assim Francisca abraça seu dom e o coloca como sua missão de vida. E mesmo quando ela teve oportunidade de, digamos, “melhorar” de vida por meio da herança deixada por seu meio-irmão, ela escolheu continuar sua missão, servindo e ajudando as pessoas, alimentando os pobres, cuidando dos doentes, e sendo até o fim de seus dias, um canal de luz.
Revista Conexão Literatura: Você destaca que Nhá Chica nos convida, ainda hoje, a descobrir nosso propósito de vida e a fortalecer a fé. Que mensagens centrais você espera que crianças e educadores levem dessa leitura?
Clarissa Machado: São muitas mensagens, mas eu destacaria primeiro, a conscientização e a identificação da missão que cada um de nós tem aqui nessa terra, que todos somos únicos e especiais, somos diferentes sim e temos de ser porque há um objetivo divino nisso porque há um propósito para tudo e para cada um de nós em um determinado tempo, é como está em Eclesiastes (3:1) “há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, ou seja, há um tempo para cada um de nós, e isso tem a ver com outras mensagens que espero comunicar no livro que é a coexistência, o respeito às diferenças e à cultura de paz porque Nhá Chica nunca fez acepção de pessoas, ela acolhia a todos, os recebia em sua casa e ajudava a cada um que a buscava, fosse com alimento real ou espiritual. E, claro, o ponto alto é a fé que ela tinha e que, segundo palavras dela, tudo acontecia porque ela rezava com fé; o que significa dizer que a fé é o segredo, a intenção com que fazemos a nossa oração, o sentimento que colocamos em nossas palavras, a quem estamos servindo quando nos derramamos em oração. Nhá Chica, eu a vejo muito assim, com aquele “coração quebrantado” dos Salmos 34 e 51. E, nos dias atuais em que ainda há tanto mal, ódio, desamor, tanta violência, divisão e incompreensão, Nhá Chica vem como um bálsamo nos recordar da nossa essência que é ser a energia do bem, da nossa realidade que é ser luz para o mundo, da importância da conexão espiritual, de ser canal e mensageiros de Nossa Senhora, nossa mãezinha amorosa, a Rainha da Paz. E isso é muito forte.
Revista Conexão Literatura: A Voz de Nhá Chica é um livro pequeno, ilustrado, de linguagem simples e profundamente simbólica. Como foi o desafio de dizer tanto em apenas 30 páginas?
Clarissa Machado: Sempre escrevi muito, até demais… acho que é uma característica de todo escritor, e resumir para mim é uma dificuldade porque me parece que todas as informações são essenciais. Entretanto, eu sabia que um livro infantil não poderia ser grande ou denso, e soma-se a isto que cada parágrafo viria em três idiomas diferentes em uma mesma página. Então, precisei reescrever muitas vezes. Foi um escreve, rabisca, apaga, escreve de novo, quase que interminável! Um processo mesmo, longo, que durou meses, e essa decisão do que deveria ficar e o que poderia ser retirado, e o arco narrativo que eu tinha de manter para que a história guardasse um fluxo coerente e natural, como em uma linha do tempo, tudo isso foi um trabalho pesado e vinha da alma tanto que eu sonhava com partes do livro e acordava de madrugada com ideias e anotava no escuro mesmo para não esquecer, tudo torto, meio hieróglifo, às vezes, eu nem entendia porque sem enxergar eu escrevia por cima do que eu tinha escrito… hoje eu dou muita risada disso…foi um percurso muito intenso, mas muito alegre, de muita vibração positiva. E, foi assim… levei um ano para finalizar, mas acredito que foi o tempo certo porque, ao final, o livro ficou muito tocante e muito inspirador.
Revista Conexão Literatura: A edição trilíngue (português, inglês e espanhol) amplia o alcance da obra para além do Brasil. O que representa, para você, a internacionalização da história e da oração de Nhá Chica?
Clarissa Machado: Totalmente. Uma existência tão relevante quanto a de Nhá Chica não pode ficar restrita a uma cidade ou a um país apenas. E no processo de pesquisa sobre a vida dela, descobri que mesmo no Brasil, há muita gente que nunca ouviu falar dela. Por isso, levar Nhá Chica para a vida de pessoas de diferentes partes do mundo me enche de alegria, pois sei que os ensinamentos que ela deixou sobre o poder da fé e da oração são um tesouro, e hoje sabemos que são reais, nós temos muitos artigos científicos na área médica que apontam para melhora de pacientes que rezam com fé, e estudos da Neurociências também vêm demonstrando os benefícios da oração para o cérebro, e, portanto, para a saúde mental e emocional, e consequentemente, para a física.
Revista Conexão Literatura: As ilustrações de Selma Bajgielman dialogam diretamente com o texto. Como se deu essa parceria criativa e de que forma imagem e palavra se complementam no livro?
Clarissa Machado: Conheci a professora Selma em 2022 quando fui recebida como membro pelo Grupo Literário Fonte das Letras, naquele momento descobri que ela era esposa do pediatra dos meus filhos e coordenadora da escola onde eles estudavam, de novo, as “coincidências”… porque isso, claro, naturalmente me aproximou mais dela. A respeito da ilustração do livro, no início, não estava muito claro para mim, eu não sabia se usaria fotografia ou desenho, acabei me decidindo por desenho e pensei logo na Selma, que além de ser uma escritora brilhante, muito criativa e que tem um montão de livros publicados, é excelente contadora de histórias, mediadora de leitura e exímia ilustradora. Então, eu enviei uma mensagem para ela contando sobre o livro e perguntando se ela gostaria de ilustrar e ela respondeu que sim, e emocionadíssima porque inacreditavelmente ao receber minha mensagem ela estava sentada ao lado de uma imagem de Nhá Chica que ela tem na casa dela, e que é uma imagem atípica porque ao invés de ela estar vestida com o tradicional rosa, ela está de azul. Eu achei que era um sinal e, na verdade, tenho certeza porque o azul é muito simbólico, além de ser a cor do manto de Nossa Senhora, é a cor da presença de Deus, uma referência que encontramos facilmente no Antigo Testamento, especialmente no Livro do Êxodo. E a Selma sentiu essa emoção toda porque ela tem muita sensibilidade, muita fé, muita espiritualidade, e depois que ela leu os originais ficou muito tocada, e também realizou pesquisas, visitas a Baependi, e o resultado foram desenhos com traços delicadíssimos, com predomínio de tons suaves e elementos próprios das casas mineiras e da vida de Nhá Chica, dialogando perfeitamente com o meu texto e com a proposta de um livro simples e adorável, com uma aura celestial, assim como Nhá Chica.
Revista Conexão Literatura: O projeto foi contemplado por meio da Política Nacional Aldir Blanc e tem distribuição totalmente gratuita. Qual a importância desse modelo de fomento cultural para a democratização da leitura e da espiritualidade?
Clarissa Machado: Exato. Importância total, vital, e garantia plena ao Direito à Literatura, que apesar de ser um direito humano fundamental, como nos ensinava o Prof. Antônio Cândido, não chega a muitas pessoas por vários motivos, um deles a questão da compra. E, no caso específico, de “A Voz de Nhá Chica”, a leitura é muito rica e interdisciplinar. Temos História, Geografia, Português, Inglês, Espanhol e a espiritualidade, que não se restringe apenas à Igreja Católica porque Nhá Chica é figura-chave quando o tema é poder da oração, nas palavras dela “isso acontece porque rezo com fé”, e que talvez seja a tradução mais fiel de pelo menos duas passagens bíblicas – Mateus (21:22) “e tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão” e Tiago (5:16) “a oração fervorosa do justo tem grande poder e resultados maravilhosos”, e isso tanto influencia, na minha opinião, no processo de formação e desenvolvimento humano integral quanto motiva a que a gente reze com essa confiança da Nhá Chica por um mundo melhor onde o bem e a paz positiva possam ser realidades, e que comece por nós, não importa se somos um em meio a bilhões, importa que, assim como Nhá Chica, a gente tome responsabilidade, abrace alegremente a nossa missão e seja luz para o mundo com oração e também com ação como Nhá Chica fazia, cumprindo o que está em Tiago (2:17) “ a fé, se não tiver obras, por si só está morta”.
Revista Conexão Literatura: Sabemos que estão previstos lançamentos presenciais e a entrega de exemplares a instituições, escolas, igrejas e bibliotecas. Como você enxerga o impacto desse contato direto do livro com crianças e comunidades?
Clarissa Machado: Tenho conversado com a Profa. Selma sobre isso porque eu faço muita questão dela junto, e pensamos para breve algum encontro presencial para que as instituições previstas no edital recebam os exemplares e a gente possa comentar um pouco sobre o livro. E também realizar a distribuição para vários lugares e pessoas de importância na história de Nhá Chica. Eu me sinto super grata e empolgada de estar nessa missão porque para mim é uma missão mesmo e emocionante porque sabemos que Nhá Chica não só transformou a vida daqueles que conviveram com ela, mas transforma a vida de todos os que têm contato com a sua história, porque, de novo, ela foi e é um canal, uma mensageira de boas novas, alguém que nitidamente viveu a serviço de Deus para que o bem e a luz se revelassem.
Revista Conexão Literatura: Como professora, mediadora de leitura e ativista do direito à literatura, turismo literário e da cultura de paz, de que maneira A Voz de Nhá Chica dialoga com sua trajetória pessoal, acadêmica e espiritual como autora?
Clarissa Machado: Ainda que eu não tenha memória do meu primeiro “encontro” com a história de Nhá Chica, aos seis anos, mas sendo professora e filha de uma professora de Estudos Sociais e de um teólogo, e nascida em uma família católica, a oração sempre foi muito presente, uma prática diária, e Nhá Chica foi alguém que viveu uma vida de oração para si e para o próximo. Sua tomada de decisões era serena e prudente por estar alicerçada por suas orações. Ela não tinha pressa, ela orava, meditava e aguardava respostas. E, muito significativo, ela orava em separado, ela poderia muito bem orar exageradamente, em público, ela ficou muito conhecida na cidade dela, então poderia fazer da oração um verdadeiro espetáculo; mas não, ao contrário, ela pedia licença e se retirava, ficava sozinha em oração como naquela música do Gilberto Gil “se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós…” que justamente reflete o ensinamento de Jesus (Mateus 6: 6-7) que diz “tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta”. Então, uau, que lição de vida de oração! Eu fico fascinada estudando sobre ela, e ,aliás, passei a ver muito de São Francisco de Assis nela, a paz de espírito, a fraternidade, a simplicidade, o respeito e a empatia para com as pessoas. Era uma Francisca… apesar de seu nome ter sido uma homenagem a outro São Francisco (São Francisco de Paula), com quem também, muito impressionante, tem grandes semelhanças, mas enfim, ser Francisca me parece muito representativo. E, bom, poder colocar minha vocação à serviço de alguém tão grande, com uma jornada tão bonita e preciosa como a de Nhá Chica me traz muita gratidão, aprendi muito, ainda estou aprendendo e sei que a história dela tem muitos prismas e que irradiam longe, e olha que sensacional, Nhá Chica consegue concentrar em sua história um circuito de fé essencialmente mariano em um território muito específico, pois muito perto do seu Santuário estão os santuários-sede da Canção Nova, da RCC Brasil e de Nossa Senhora de Aparecida, e eu não acho que isso seja coincidência… não sei, eu posso estar completamente enganada e falando a maior besteira, mas eu creio que tudo isso se comunica com a missão de Nhá Chica que até hoje prossegue e que nos guia, amorosamente, a um encontro com Nossa Senhora.
Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (https://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto AutoEstima (http://www.revistaprojetoautoestima.com.br). Chanceler na Academia Brasileira de Escritores (Abresc). Associado da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Já foi Educador Social e também trabalhou por 18 anos no setor de Inclusão Digital na Cidade de S. Paulo, numa rede de solidariedade que desenvolve ações de promoção da vida em várias partes do país e do mundo, um trabalho desenvolvido para pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. Participou em mais de 100 livros, tendo contos publicados no Brasil, México, China, Portugal e França. Publicou ao lado de Pedro Bandeira no livro “Nouvelles du Brésil” (França), com xilogravuras de José Costa Leite. Organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho). Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. Autor dos romances “Jornal em São Camilo da Maré” e “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”. Entre a organização de suas antologias, estão os títulos “O Legado de Edgar Allan Poe”, “Histórias Para Ler e Morrer de Medo”, “Contos e Poemas Assombrosos” e outras. Escreveu a introdução do livro “Bloody Mary – Lendas Inglesas” (Ed. Dark Books). Contato: ademirpascale@gmail.com




Entrevista sensacional, com perguntas inteligentes e respostas à altura. Parabéns.