Laura Figueiredo
– graduada em Letras e Literaturas,
pós-graduada em Tradução (Inglês/Português) pela UniABC, professora, revisora,
poetisa e contista. Foi vencedora do terceiro lugar no IV e VI Concursos UniABC
de Poesia com os poemas “Tributo a Rosa” e “Identidade”, respectivamente. É
autora de “A Semântica do Caos e outros Poemas” (2016), “O Mistério de D.
Amélia e outros contos” (2018), “Palavras piratas: poemas de amor e ódio”
(2020) e “Contos da lua cheia” (2022), publicados pela Editora Todas as Musas.
Participou das coletâneas de contos: Aquela Casa (conto “Cercas vivas
mortais”); Queimem as bruxas (“O avesso da vida”), ambos publicados pela
Editora Verlidelas; Histórias do isolamento (“O refúgio”), Histórias do
carnaval (“O caso das virgens”), Histórias de traição: contos de perfídia e
adultério (“Traíra: quem?”), publicados pela Editora Todas as Musas.

ENTREVISTA:

Sobre o “Contos da lua
cheia”?

É recheado de mistérios, porém são baseados em fatos. Pequenas
circunstâncias que eu tenha vivido ou ouvido e as transformei em histórias que
ultrapassam as barreiras da realidade. São as adversidades enfrentadas no
cotidiano, que me levaram a investigar o que há além do que vivemos no plano
físico. Em cada personagem, cada história há uma ligação com a realidade, e
acredito que haverá alguma história com a qual o leitor poderá se identificar,
ou levá-lo à reflexão.

O que me levou
escrever esse livro?

A Lua sempre exerceu um grande fascínio em mim. Durante a
pandemia, com o confinamento e com a retirada dos carros da rua, a poluição
diminuiu bastante, e a natureza começou a reinar absoluta! As árvores
renasceram, o Sol brilhava mais forte que nunca, as estrelas ficavam brilhantes
e a Lua mais majestosa.  E os meus contos
foram renascendo dessa magia.  Há neles,
além do mistério, um lirismo inspirado na lua cheia.

Sobre meus livros?

Cada produção é única, por ter sido composta em um momento
único. Minhas primeiras produções foram “A Semântica do Caos e outros poemas” e
“Mistério de D. Amélia e outros contos”. O primeiro revela exatamente o momento
caótico no qual o eu-lírico estava inserido. Eram muitas perguntas e poucas
respostas; o segundo fora baseado em histórias vividas e ouvidas na infância
(grande influência da minha mãe). Em 2020 lancei o “Palavras piratas: poemas de
amor e ódio”, que mostra o amadurecimento do eu-lírico, no momento que
confronta os mais profundos sentimentos da alma humana. 

Como eu analiso a questão da leitura no país?

Infelizmente, a leitura está cada vez mais distante do
indivíduo.  Vários são os fatores que
afastam o aluno dos livros: primeiramente está a educação que ele recebe dos
pais.  Na minha opinião (eu agi assim com
os meus filhos), a leitura deve ser apresentada à criança, mesmo antes da
alfabetização, como parte lúdica da infância. Tarefa imputada aos pais, que
também devem ter a leitura como lazer. Se isso não ocorre, a criança terá seu
primeiro contato com a leitura na escola, que deve ter continuidade em casa, o
que não ocorrerá se os pais não forem leitores. Aliado a isso, está a
disparidade socioeconômica e a pouca intervenção pública que divulgue a
importância da leitura e facilite a compra de livros. O Brasil é um país que
não prioriza a educação, e não tem interesse em valorizar a leitura, pois a
leitura ensina o indivíduo a pensar, e consequentemente apto a questionar e
diferenciar o certo do errado.

O que tenho lido
ultimamente?

Gosto de revezar clássicos com contemporâneos. Há pouco
acabei de ler o livro “Mil beijos para um coração partido” (maravilhoso) de
Priscila Debly e estou lendo “Os contos” de Lygia Fagundes Telles. 

Link para o livro: https://www.todasasmusas.com.br/livro_contos.html 

 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas
Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos
livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita:
atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca
(Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O
quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no
castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora
Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o
campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas,
2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas,
2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde
1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de
gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil.
Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru.
Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se
intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora
Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto
número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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