
Fale-nos sobre você.
Eu nasci na cidade de São Paulo/SP em maio/72 e, atualmente, resido em Londrina/PR. Sou formado em Direito pela PUC/SP, sou associado da ABERST, a Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror, e sou titular da cadeira nº 27 da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina. Tenho mais de 55.000 obras entre e-books baixados e livros físicos vendidos, e fui vencedor do prêmio da Odisseia de Literatura Fantástica 2021 na categoria Narrativa Longa de Horror, semifinalista do IV Prêmio ABERST de Literatura nas categorias Narrativa Longa de Terror e Narrativa Curta de Terror e finalista do VII Prêmio ABERST de Literatura na categoria Narrativa Longa Século XXI.

Fale-nos sobre seus livros. O que motiva a escrevê-los?
Sempre fui um leitor dedicado desde a mais tenra infância, mas, até meados de 2012, nunca me passara pela cabeça escrever uma obra de ficção. No entanto, motivado pela falta de livros que tratassem da temática do lobisomem, resolvi me aventurar pela escrita criativa. Com uma ajuda fundamental do meu filho, Alexandre, nasceu A Maldição do Lobisomem. O processo de criação dessa história foi tão empolgante e envolvente que não parei mais de escrever.
Fale-nos sobre a série CRÔNICAS DA LUA CHEIA.
Bom, inicialmente, achei que A Maldição do Lobisomem seria minha única aventura pela escrita criativa. Não pensava sequer em publicá-la pelos meios convencionais. Iria subir o arquivo no KDP da Amazon e esquecer o assunto. Mas, como mencionei anteriormente, o processo de criação foi muito satisfatório e minha esposa, Valéria, me instigou a continuar com essa atividade de criar histórias. Esse apoio, incondicional e constante, me fez abraçar o ofício de escritor. Em pouco tempo, já tinha a ideia para o próximo livro, A Ascensão do Alfa, e, assim, nasceu a série Crônicas da Lua Cheia.
Embora eu goste de trilogias ou livros em série, fico muito aborrecido com a demora na conclusão das sagas (alô, George R. R. Martin!), e foi por isso que decidi que cada livro das Crônicas da Lua Cheia teria uma história completa, com início, meio e fim, mas interligada num mesmo universo ficcional. Essa decisão também me permitiu a liberdade de explorar diversos momentos históricos muito interessantes. Enquanto A Maldição do Lobisomem é ambientada no início do século XXI, A Ascensão do Alfa se passa na década de 1830 em meio à Guerra dos Farrapos, e o novo livro, Um Lobisomem Entre a Cruz e a Espada, tem como pano de fundo o início da Segunda Guerra Mundial.

Como analisa a literatura de terror escrita e publicada por brasileiros?
Como já adiantei, eu sempre fui um leitor voraz. Quando tinha um assunto preferido, procurava por obras dessa temática, sem atentar para a nacionalidade do autor. Dessa forma, quando buscava por vampiros, lia tanto as obras da Anne Rice quanto do André Vianco. Uma coisa que descobri apenas após a publicação do meu primeiro livro, é que existe uma resistência de parte do público leitor em relação aos livros nacionais. Já li obras magníficas escritas por autores nacionais que não deixam nada a dever para livros estrangeiros. Por conta disso, desde a publicação do meu primeiro livro, dou franca preferência a autores nacionais. As obras nacionais me cativam especialmente por focar em personagens e problemas tipicamente brasileiros.
Fale-nos sobre a campanha no Catarse.
Para a publicação da obra Um Lobisomem Entre a Cruz e a Espada, o novo livro da série Crônicas da Lua Cheia, decidi abrir uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. Por força da dedicação de leitores antigos e da curiosidade de alguns novos leitores, conseguimos bater três metas estendidas da campanha, garantindo um livro especialmente rico com paratextos da Ana Lúcia Merege e do Professor Alexander Meireles da Silva, do canal Fantasticursos. Dediquei muito tempo e esforço nesse projeto, o que propiciou o oferecimento de recompensas incríveis como a moeda comemorativa e a estatueta do busto de lobisomem.
Embora a campanha já tenha se encerrado, quem tiver curiosidade pode conferir no link: https://www.catarse.me/cronicasdaluacheia

Como analisa a questão da leitura no país?
Ao que parece, a captura do tempo de atenção das pessoas pelas telas, seja de celulares, computadores ou tablets, é um problema no mundo todo e que está crescendo a ponto de provocar ou agravar problemas de saúde mental. Não podemos nos esquecer de que as redes sociais gastam rios de dinheiro para nos prender com seu conteúdo (ou com a falta dele). Além disso, pesquisas recentes indicam uma diminuição de leitores e uma redução do tempo geral de leitura. De minha parte, tento sempre criar boas histórias e contá-las de um modo a enriquecer a experiência de leitura na esperança de contribuir para reverter esse quadro desanimador.
Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?
Gosto muito quando me perguntam a respeito dos meus autores favoritos, pois assim tenho a oportunidade de partilhar meu gosto literário, despertando nos leitores o interesse por esses mestres. Em primeiríssimo lugar, preciso destacar nossa prata da casa, Machado de Assis, com ênfase em seu livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, uma obra que não canso de reler. Na seara da literatura fantástica nacional, preciso mencionar Enéias Tavares, Eduardo Spohr e Ana Lúcia Merege. Também sou apaixonado pelos livros de José Saramago, Gabriel Garcia Marques, Mario Vargas Llosa, Bernard Cornwell, Ken Follett e Neil Gaiman.
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Ambos com formação em Letras, são professores, escritores e palestrantes, com dezenas de livros publicados por diversas editoras. São colunistas da revista Conexão Literatura.



