
Fale-nos sobre você.
Sou natural da cidade de São Bernardo do Campo e, desde muito pequena, já demonstrava meu encanto pela educação: costumava brincar de ser professora, sem imaginar que, anos mais tarde, esse sonho de infância se tornaria minha verdadeira vocação.
Cursei a faculdade de Pedagogia, com especialização em Educação Infantil, e posteriormente concluí uma pós-graduação em Psicopedagogia. Minha trajetória profissional sempre esteve ligada à educação. Tive a oportunidade de atuar como docente desde a creche até o ensino fundamental, vivenciando diferentes etapas do desenvolvimento infantil e adquirindo uma visão ampla sobre o processo de ensino e aprendizagem.
Além da sala de aula, também trilhei o caminho da gestão educacional. Desde 2009, atuo no ensino da cidade de São Caetano do Sul, experiência que ampliou meu olhar sobre a organização pedagógica e administrativa das escolas.
Atualmente, exerço minha função como professora do Ensino Fundamental na EMEF Sylvio Romero e também no âmbito da educação Infantil na rede pública de Santo André. Cada espaço em que atuo fortalece ainda mais minha convicção de que a educação é um instrumento transformador, capaz de abrir caminhos e construir futuros.

Fale-nos sobre o livro. O que motivou a escrevê-lo?
Ingressei na rede de São Caetano na EMEF Angelo Raphael Pellegrino, onde iniciei minha trajetória com uma turma de 1º ano, dedicada à alfabetização. Recém-formada, buscava estratégias para tornar esse processo mais lúdico e significativo para as crianças. Foi nesse contexto que, pouco a pouco, nasceu a história da Fada Beta e o Castelo Encantado das Letras. Tudo começou de forma simples: recortei uma cartolina em formato de castelo, colei letras de EVA e, a partir desse recurso, criei um enredo que, ao longo dos anos, foi sendo enriquecido com novos detalhes, acompanhando a imaginação dos alunos e a minha prática pedagógica. Somente em 2024 essa história ganhou páginas impressas e se transformou em um livro, que agora, com muita alegria e ansiedade, venho lançar e compartilhar com todos vocês.
Como analisa a questão da leitura no país?
Sabemos que o Brasil ainda está distante do nível educacional ideal. Enfrentamos inúmeros desafios que vão desde a precariedade da própria educação e a escassez de recursos destinados a ela, até questões sociais e familiares que impactam diretamente a aprendizagem dos estudantes. Essas dificuldades se refletem em dados concretos, facilmente observados nas avaliações externas. Provas como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) e o SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) revelam a defasagem de nosso país quando comparado a outras nações do mundo, evidenciando a urgência de repensarmos práticas, investimentos e políticas públicas que fortaleçam a educação como prioridade nacional. Neste contexto, a leitura surge como a grande chave para a mudança. Quem lê bem é capaz de interpretar, solucionar problemas, criar hipóteses e escrever com clareza e coerência. Investir em leitura desde a Educação Infantil é apostar na formação de cidadãos mais críticos, reflexivos e atuantes, preparados para transformar a sociedade em que vivem.
Por isso, cabe a nós – educadores, famílias e gestores – unir esforços em torno desse objetivo. Cada livro lido, cada história contada e cada oportunidade de contato com a leitura é um passo a mais rumo a um futuro mais justo, humano e promissor para nossas crianças.
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Ambos com formação em Letras, são professores, escritores e palestrantes, com dezenas de livros publicados por diversas editoras. São colunistas da revista Conexão Literatura.



