
Bruno Tune Rodrigues é um escritor português apaixonado por histórias que unem sonho, espiritualidade e emoção humana. Vive entre o real e o imaginário, transformando experiências pessoais e sonhos vívidos em narrativas profundas. O seu primeiro livro – Lembra-te de Ti – marcou o início de uma jornada literária que mistura temas como fé, propósito e redenção. Além de escritor, Bruno é um observador atento da alma humana e acredita que cada história tem o poder de curar.
ENTREVISTA:
Revista Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?
Bruno Tune Rodrigues: O meu início no meio literário foi quase por acaso, mas, ao mesmo tempo, sinto que estava escrito para acontecer. Sempre tive uma imaginação muito viva e sonhos que pareciam mais do que simples sonhos — eram histórias completas, cheias de emoção, significado e mensagens espirituais. Um dia, decidi transformá-los em palavras. Foi assim que nasceu o meu primeiro livro: de um sonho que me marcou profundamente.
Depois de anos com este projeto na mente, no ano passado senti finalmente o foco e a inspiração que precisava. E quando comecei, não parei até o livro estar concluído. Após algumas revisões, entrei em contacto com uma editora e, para minha surpresa, recebi rapidamente uma resposta positiva. Foi um momento muito especial.
Agora, o livro está aí, disponível para que qualquer pessoa o possa descobrir — e, quem sabe, sentir o mesmo que eu senti enquanto o escrevia.

Revista Conexão Literatura: Você é autor do livro “Lembra-te de ti, poderia comentar?
Bruno Tune Rodrigues: É uma história muito pessoal, inspirada na minha própria vida, na minha família e nos meus amigos. Fala sobre redescoberta, sobre a procura de um propósito e de uma identidade quando já não restam memórias.
É uma história sobre fé e sobre nunca desistir, apesar de tudo — e sobre encontrar, no fim, o caminho de volta a casa.
Mistura preocupações médicas com espiritualidade e convida o leitor a questionar as suas próprias crenças. É uma narrativa carregada de emoção, escrita para ser sentida tanto com o coração como com a mente.
Revista Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?
Bruno Tune Rodrigues: A minha principal inspiração vem dos meus sonhos — tanto dos que tenho enquanto durmo como dos que vivo desperto. Mas também das minhas próprias experiências. Gosto de misturar tudo: os sonhos, as vivências pessoais, a religião, a filosofia e até aspetos culturais.
Normalmente, tudo começa com um sonho especial, que desperta ideias e dilemas. Depois deixo essas ideias amadurecerem dentro de mim, até sentir que estão prontas para ganhar forma. Quando chega esse momento, escrevo — e deixo que a história siga o seu próprio fluxo.
Nem sempre tudo o que imaginei acaba no papel. A história mostra-me o caminho. Quando termino, deixo o texto “descansar” durante alguns meses, e depois faço uma revisão: vejo a gramática, a estrutura dos parágrafos e capítulos, e decido se quero alterar, acrescentar ou até remover algo.
Mais tarde, volto a lê-lo com os olhos de leitor e não de escritor, para perceber o que realmente transmite. Se nesse momento sinto confiança, é sinal de que está pronto para seguir para a editora.
Revista Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?
Bruno Tune Rodrigues: “Mas, acima de tudo, espero que saibam que fizeram tudo certo — que foram os melhores pais que eu poderia ter pedido, que me amaram incondicionalmente e que sou grato por cada momento que tivemos juntos, mesmo os mais difíceis.
Porque, no final, isso é tudo o que importa: o amor que partilhámos, as memórias que criámos e a força que encontrámos uns nos outros.
E sei que, mesmo quando eu me for, esse amor permanecerá — um laço que não pode ser quebrado, nem pela morte.”
– Este é um dos momentos mais emocionantes do livro, uma carta de amor e gratidão que reflete a essência da história.
Revista Conexão Literatura: Como o leitor interessado deve proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?
Bruno Tune Rodrigues: Em Portugal esta disponível nos principais sites de livros, bertrand.pt/, wook.pt/, fnac.pt/ e no site da editora atlanticbooks.pt/ .
No Brasil podem encontrar no site – livrariaipedasletras.com/
Podem tambem me seguir em – https://www.facebook.com/bruno.tune.31
Revista Conexão Literatura: Como você analisa a questão da leitura em Portugal?
Bruno Tune Rodrigues: Em Portugal, a leitura ainda enfrenta muitos desafios. Temos bons autores e bons leitores, mas o hábito de ler não é tão forte como poderia ser. Muitas pessoas dizem não ter tempo, e outras simplesmente não desenvolveram o gosto pela leitura desde cedo.
Ainda assim, acredito que as coisas estão a mudar aos poucos — especialmente entre os mais jovens, com o apoio das redes sociais e dos projetos de divulgação literária.
O importante é continuar a mostrar que os livros não são apenas entretenimento, mas também uma forma de nos conhecermos melhor e de compreender o mundo.
Revista Conexão Literatura: O que gostaria que o leitor sentisse ao terminar o livro?
Bruno Tune Rodrigues: Quero que o leitor sinta o mesmo que eu senti ao escrever: emoção, fé, esperança e a crença de que existe algo maior a guiar-nos.
Mais do que apenas uma história, desejo que o livro desperte algo dentro de cada pessoa — um lembrete de que nunca estamos verdadeiramente sozinhos.
Revista Conexão Literatura: Qual foi o maior desafio durante a escrita?
Bruno Tune Rodrigues: O maior desafio foi… dormir!
Durante a escrita de Lembra-te de Ti, estava tão entusiasmado por ver a história a ganhar forma que simplesmente não conseguia parar.
À medida que via o número de páginas a crescer, a vontade de continuar aumentava. Só consegui descansar quando cheguei à última página.
Revista Conexão Literatura: Como os seus sonhos influenciam as suas histórias?
Bruno Tune Rodrigues: Por vezes, os sonhos parecem verdadeiras mensagens — e, por isso, são muito importantes para mim e para as minhas histórias.
Podem surgir sob a forma de um dilema, de uma situação dramática ou simplesmente de algo bonito que não quero esquecer.
Eles despertam a minha imaginação e inspiram-me a contar novas histórias. Às vezes, até incluo alguns desses sonhos no meio de outras narrativas.
Revista Conexão Literatura: Que mensagem deixaria para quem deseja começar a escrever?
Bruno Tune Rodrigues: Nunca desistam. Pensem nas vossas histórias durante muito tempo — deixem que amadureçam dentro de vocês.
Vão para a cama a pensar nelas, porque até nos sonhos a inspiração pode crescer.
Demorei quase uma década com esta história na minha cabeça, e mesmo assim consegui terminá-la.
Por isso, nunca percam a esperança.
Revista Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?
Bruno Tune Rodrigues: Sim, tenho vários projetos à espera da oportunidade certa. Para começar, posso revelar que, embora este livro tenha sido inicialmente escrito como uma história independente, decidi transformá-lo numa trilogia. Neste momento, estou a rever a segunda parte, que aprofunda ainda mais a jornada emocional e espiritual do protagonista.
Mas há outras histórias em preparação — sobre um jovem estudante de psicologia com uma característica muito especial, um médico americano numa pequena aldeia do México, e um homem português que vai além de tudo para adotar uma menina iraniana.
Cada uma dessas histórias é rica em dilemas, cultura local e experiências pessoais.
Perguntas rápidas:
Um livro: O Material de RA sobre A Lei do Uno (porque mudou a minha forma de ver a vida e o universo).
Um ator ou atriz: Matthew McConaughey — pela forma como mistura profundidade espiritual e simplicidade humana.
Um filme: Interstellar — pela mensagem sobre amor, tempo e propósito.
Um hobby: Escrever e observar as pessoas, tentar compreender a mente humana.
Um dia especial: O dia em que segurei o meu primeiro livro impresso nas mãos — um sonho tornado realidade.
Revista Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?
Bruno Tune Rodrigues: Quero apenas agradecer a todos os que dedicam tempo a ler — não só o meu livro, mas qualquer livro. Ler é uma das formas mais puras de partilha e de crescimento.
Espero que a minha história possa inspirar alguém a nunca desistir, a procurar o seu propósito e a lembrar-se de quem realmente é.
E agradeço também à Revista Conexão Literatura pela oportunidade de partilhar um pouco de mim e do meu trabalho.
Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (https://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto AutoEstima (http://www.revistaprojetoautoestima.com.br). Chanceler na Academia Brasileira de Escritores (Abresc). Associado da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Já foi Educador Social e também trabalhou por 18 anos no setor de Inclusão Digital na Cidade de S. Paulo, numa rede de solidariedade que desenvolve ações de promoção da vida em várias partes do país e do mundo, um trabalho desenvolvido para pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. Participou em mais de 100 livros, tendo contos publicados no Brasil, México, China, Portugal e França. Publicou ao lado de Pedro Bandeira no livro “Nouvelles du Brésil” (França), com xilogravuras de José Costa Leite. Organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho). Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. Autor dos romances “Jornal em São Camilo da Maré” e “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”. Entre a organização de suas antologias, estão os títulos “O Legado de Edgar Allan Poe”, “Histórias Para Ler e Morrer de Medo”, “Contos e Poemas Assombrosos” e outras. Escreveu a introdução do livro “Bloody Mary – Lendas Inglesas” (Ed. Dark Books). Contato: ademirpascale@gmail.com



