Donizete Pinheiro – Foto divulgação |
Donizete Pinheiro nasceu em 1956 e tem três filhos e dois netos. Foi juiz de Direito por trinta anos e se aposentou em 2013. É espírita desde os nove anos, tendo desempenhado diversas atividades no movimento espírita, ao qual se dedica mais intensamente na atualidade, fazendo palestras, cursos, seminários e escrevendo livros. Há 27 anos publica o jornal Ação Espírita, edição trimestral.
ENTREVISTA:
O que o levou a escrever o livro “Terapia da paz”?
Por que o ser humano, de maneira geral, ainda engatinha em termos de evolução espiritual?
O processo evolutivo é infinito e lento. Viver é evoluir, suportando experiências que servem ao desenvolvimento dos potenciais divinos que nos tornarão espíritos virtuosos, portanto felizes. Os Espíritos fomos criados simples e ignorantes, mas em momentos diferentes, e seguimos uma trajetória pessoal de esforços e de aprendizado que nos coloca em graus diferentes de evolução, numa classificação que nada tem de absoluta: existem os mais primitivos, os que suportam expiações e provas, os bons e os purificados. A Terra é um planeta de segunda categoria (expiações e provas) e seus habitantes somos Espíritos inferiores e, por isso, com dificuldade de vencer nossas más inclinações, o instinto, o egoísmo e o orgulho. No entanto, segundo revelações espirituais, nosso mundo está em transição para a fase de regeneração, quando então o bem preponderará sobre o mal. Será, com certeza, uma transição demorada, mas que deve ser avaliada em termos históricos e não apenas na hora presente. Ademais, o Espiritismo informa que a evolução moral segue a intelectual, ou seja, primeiro avançamos em inteligência, para depois alcançarmos a bondade e o bem. Assim sendo, o avanço tecnológico que a Terra experimenta é um bom sinal, portas abertas para a melhoria espiritual. Individualmente, podemos acelerar a nossa evolução pelos esforços pessoais, o que nos permitirá ser mais felizes mesmo num mundo de dificuldade. Os mais avançados poderão inclusive merecer um planeta em situação melhor. Há vida em diversos planetas e entre eles há solidariedade.
Como analisa a situação pela qual o planeta está passando? Haverá mudanças drásticas, como guerras etc.? Como o ser humano deve se prevenir diante do que vai acontecer?
O nosso mundo está numa fase muito mais avançada e benéfica do que em qualquer outro momento da Humanidade. Há mais bem-estar, conforto e recursos do que se poderia imaginar há cem anos. Avanços na medicina diminuíram o sofrimento e erradicaram doenças. Os veículos de locomoção possibilitam a maior proximidade e interação entre as pessoas, despertando a fraternidade e a solidariedade. As condições de moradia, higiene e educação são uma preocupação geral. O direito e a legislação se aprimoram. Instituições de assistência social aos grupos minoritários ou carentes de recursos se multiplicam. As religiões se diversificaram e em geral há liberdade de crença. Ninguém pode afirmar com certeza quais as experiências ainda necessárias para a humanidade avançar, mas todas são educativas e conforme a justiça divina. Individualmente, passamos somente por adversidades ou sofrimentos que são úteis ao nosso aprendizado e à reparação dos enganos do passado. O que o Criador nos pede é que façamos apenas o bem, que é a essência da sua lei. Se assim nos conduzirmos, não devemos ter qualquer preocupação com relação ao porvir. Desenvolvamos a fé, a resignação, a paciência, a coragem. Trabalhemos constantemente pelo amor e a paz. Assim, estaremos preparados para o enfrentamento de qualquer situação aflitiva que o nosso planeta possa experimentar.
Que mensagem pode deixar aos leitores da revista Conexão Literatura?
A nossa grande preocupação deve ser com a nossa educação pessoal, em todos os aspectos. Envidarmos esforços diários para a vitória sobre os nossos maus pendores. Estudarmos e trabalharmos sempre, ainda que pouco a pouco. Sermos mais gentis, afetuosos, prestativos uns para com os outros. Isso, com certeza, nos garantirá um futuro melhor e de mais paz.
*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.