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| Vitor Necchi – Foto divulgação |
Em tempos de transformações constantes, ondas de intolerância, ódio e violência nas ruas, o autor oferece ao leitor uma obra sensível, que flagra instantes banais da experiência cotidiana para transmutá-los em questões filosóficas. Com uma escrita elegante, o texto de Necchi tem um ritmo quase musical e repleto de referências às artes, à música, ao cinema e à literatura. As crônicas suscitam reflexões sobre vários temas, como o debate em torno da diversidade, a memória, o imediatismo das notícias, morte, privacidade, racismo, ascensão de movimentos fascistas e o impacto de um beijo gay na novela. Entre a crônica jornalística e a literatura ficcional, Não existe mais dia seguinte é um importante registro sobre a sociedade brasileira atual.
Vitor Necchi nasceu em Porto Alegre (RS) em 1970. É mestre em Comunicação Social pela PUCRS e doutorando em Letras pela UFRGS.
Sobre o livro
– Alexandre Elmi, jornalista, que assina a orelha do livro: “Há uma tensão permanente no fraseado e no ritmo da linguagem de Vitor Necchi. O leitor vai sentir emergir das páginas de Não existe mais dia seguinte uma voz de sutil resistência, pausada, vestida de gala para andar na rua. Um homem sensível ao turbilhão de violências e nulidades que afeta a vida privada e coletiva no sul do continente usa a suave arma do espanto para ajudar a nos proteger de tanta babaquice. A crônica não muda o mundo, mas muda a gente — e isso basta”.
– Atilio Bergamini, professor de Literatura na Universidade Federal do Ceará, que assina a apresentação do livro: “Assim um livro como este fala sobre nosso tempo: ele narra interditos e tateia os dizeres possíveis. Quando narrar a solidariedade fica difícil e o ódio é reafirmado diariamente nas ruas, páginas e telas, os conflitos sociais chegaram a ponto de irromper antes das palavras. Mas há que se resgatar o espaço das palavras”.
Luís Augusto Fischer, na contracapa do livro: “Teu livro se deixa ler num instante. Coisa boa de experimentar: um sujeito pensando por escrito, mas como se estivesse conversando. Certo, é o tom da crônica, mas não é disso que eu quero falar — quero dizer que um jornalista se prepara para contar a história a quente, sem muita chance de voltar atrás, porque quando viu já era, saiu o texto, o leitor já passou por ele, vida que segue”.
Ficha técnica
Título: Não existe mais dia seguinte
Editora: Taverna
Páginas: 196
Texto de apresentação: Atilio Bergamini
Texto da orelha: Alexandre Elmi
Texto da contracapa: Luís Augusto Fischer
Foto da capa: Fernando Schmitt
Foto do autor: Carlos Macedo


