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| Murillo Pocci – Foto divulgação |
Bem, eu tenho 23 anos, sou de São Paulo e escrevo desde a infância. Comecei escrevendo crônicas para o jornal da escola e não parei mais. Desde então foram contos, relatos, fábulas, peças e livros. Comecei lendo fantasia e ficção e sigo nesse gênero até hoje (embora explore leituras alternativas), por isso meus textos sempre foram mais próximos desses universos. Recentemente conheci mais o universo do terror, principalmente com HQs mais adultas, e através de vários experimentos percebi que gostava de causar esse tipo de arrepios nas pessoas usando esses elementos. Mesmo que não seja o foco, sempre busco colocar suspense e terror nos meus textos, pois são gêneros que fazem as pessoas refletirem sobre elas mesmas durante a leitura.
ENTREVISTA:
Fale-nos sobre o seu livro. O que o motivou a escrevê-lo?
Fale-nos sobre os outros livros.
A Casa é o primeiro livro que publico, mas não o primeiro que escrevo. Em 2019 participei de três coletâneas de contos da Editora Skull: Do Tzolk’in ao Haab, sobre contos de terror baseados no horóscopo maia; Arquivos Insanos, sobre psicopatas e por último fui selecionado para o primeiro volume de Mestres do Terror, que terá contos baseados na obra de H.P. Lovecraft. Para o ano que vem, estou na revisão do primeiro livro de uma trilogia que escrevi em 2014 e que desejo publicar.
Como analisa a questão da leitura no país?
Sinto que hoje temos menos incentivo para leitura durante a infância do que anos atrás. Com tantas adaptações para outras mídias, o livro não é mais o único meio de alcançar uma história. Como mudar isso é uma pergunta que temos que responder, e vejo nas editoras independentes um sinal para essa resposta. Enquanto grandes editoras buscam best-sellers internacionais, por aqui buscamos criar uma literatura nacional que seja atraente ao público e com a qual ele possa se identificar. Você tem histórias que se passam com brasileiros, no Brasil e com assuntos ligados a nossa sociedade, e isso é cativante! Acredito na leitura, mas acredito que ainda estamos moldando o produto brasileiro do século XXI pra essa demanda.
O que tem lido ultimamente?
Sobre livros, estou com duas leituras nacionais no momento: Os Sertões, de Euclides da Cunha e o Teatro Completo de Nelson Rodrigues. Além dos livros, acompanho HQs adultas para aprender um pouco mais sobre terror. Meu novo queridinho da estante é John Constantine – Hellblazer.
Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.


