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| Foto Diego Zangado – Crédito Márcio Monteiro |
“Um livro que instiga e propõe a inclusão dos conteúdos dessa matéria fundamental não só no ensino de bateria mas também nos currículo escolares, como tema relevante nos estudos de Arte, História e Ciências Sociais”.
Nei Lopes
Foi a partir de uma ideia embrionária de colocar no papel algumas composições rítmicas nascidas de batidas de caixas de escolas de samba que os músicos Diego Zangado, carioca, e Fernando Baggio, paulista, decidiram reunir esforços e conceber o livro “Samba de bateria: a linguagem do samba para bateristas e percussionistas” (Editora Tipografia Musical, São Paulo). Das caixas das escolas de samba do Rio e de São Paulo foi um pulo para chegar à importância dos surdos de terceira, tamborins, repeniques, tam-tans. Com precioso prefácio escrito pelo compositor, sambista e pesquisador Nei Lopes, o resultado se apresenta, assim, como um estudo sobre as origens do samba e seus caminhos de adaptação para o kit de bateria (drumset), com base na linguagem particular dos ritmos das escolas e rodas de samba. Na primeira parte do livro, os autores traçam um panorama das raízes e da evolução do samba e seus principais bateristas brasileiros. Esse panorama serve de contextualização para a segunda parte didático-explicativa do método, em que apresentam uma variedade de ritmos tradicionais do samba, originalmente tocados em diversos instrumentos de percussão (caixa, surdo, tamborim etc.), e suas adaptações para o kit de bateria, com exemplos conhecidos e outros por eles desenvolvidos.
Experientes e tarimbados bateristas, percussionistas e educadores musicais, Fernando Baggio e Diego Zangado encontraram, também como importante motivação para este estudo, a ausência de métodos com esse tipo de abordagem escritos exclusivamente por músicos e voltados para músicos. De fato, há excelentes publicações sobre o samba, mas todas elas praticamente escritas por historiadores, sociólogos, antropólogos. Por essa razão, os autores procuraram relacionar frequentemente os fatos históricos com o universo dos músicos bateristas, inserindo, por exemplo – e também por uma questão epistemológica – um glossário do samba. Outra lacuna didático-musical que levou os autores a essa proposta inovadora para métodos de instrumentos foi a constatação da ausência da linguagem tradicional do samba dentro das escolas e faculdades de música, onde o samba é geralmente apresentado pelo viés da bossa nova e do samba-jazz. Mesmo quando há no repertório algum compositor tradicional, como Cartola, por exemplo, o universo desse compositor não é explorado, e sua música acaba ganhando, dentro desses ambientes, uma interpretação bossa novística ou mais jazzística. Esse importante resgate colabora mais um pouco com a preservação desse gênero musical tão nosso, que conta muito da história social do país e também dos próprios autores. Daí a escolha do samba das escolas e das rodas de samba, por conterem elementos preservados das raízes da cultura do samba. E também porque não há estilo de samba que desperte mais curiosidade e fascínio em bateristas e percussionistas do que o samba das escolas e das rodas.
LANÇAMENTO EM SÃO PAULO
Dia: 18/02/2020, terça-feira
Horário: a partir das 20h
Local: Centro Cultural São Paulo (CCCSP) – Biblioteca | Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo, SP (Metrô Vergueiro)
Entrada franca
Programação:
i) Apresentação prática de adaptações baterísticas com grupo da bateria da Escola de Samba do Tatuapé e autores (kit de bateria – bateria de palco).
ii) Mesa de bate-papo sobre a trajetória do samba e da bateria brasileira no samba – com autores e convidados.
iii) Roda de samba e sessão de autógrafos – música com os integrantes da Bateria Qualidade Especial do Acadêmicos do Tatuapé.
Participantes:
· Fernando Baggio e Diego Zangado – autores
· Presença da Bateria Qualidade Especial do Acadêmicos do Tatuapé.
· Nenê – músico, compositor, arranjador, baterista e professor. Já tocou com Hermeto Pascoal, Egberto, Gismonti, Elis Regina, Milton Nascimento e muitos outros. Tem extenso trabalho solo autoral. É autor de diversos livros sobre bateria brasileira.
· Celso Almeida- baterista, professor, tem trabalhos com Banda Mantiqueira, Nelson Ayres, Rosa Passos, Fabiana Cozza entre outros.
· Mestre Higor- mestre de bateria da Acadêmicos do Tatuapé. É bicampeão do Carnaval de São Paulo, e seu trabalho à frente da bateria da Acadêmicos do Tatuapé já recebeu diversos prêmios.
· Gisahs Silva- musicista, percussionista, trabalha com Gaby Amarantos. Tem longa trajetória no Carnaval em baterias como da Vai Vai e Tom Maior.
· Bruno Baronetti- historiador, pesquisador. Tem longa pesquisa sobre o samba paulista e a formação das escolas de samba de São Paulo. É autor dos livros “Transformações na Avenida: a história das escolas de samba da cidade de São Paulo, 1968 a 1996” e “O Cardeal do Samba – memórias de Seu Carlão do Peruche”.
· Tadeu Kaçula- músico, compositor, sociólogo, pesquisador. Fundador do Instituto Samba Autêntico, autor do livro “Casa Verde – Uma pequena África Paulistana”.
Livro “Samba de bateria: a linguagem do samba para bateristas e percussionistas”
Autores: Diego Zangado e Fernando Baggio
Editora Tipografia Musical
Preço: R$69,70
Comprar online: www.tipografiamusical.com.br



