Fale-nos sobre você.
ENTREVISTA:
Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?
Como analisa a questão da leitura no país?
Péssima. Porém acredito sinceramente que tem jeito. Uma das dificuldades para nós, escritores brasileiros, é porque grande parte da população brasileira não tem o hábito da leitura. Já vendi muito livro na rua, caminhando por centros comerciais, embaixo de um sol escaldante, e sempre pergunto para as pessoas se elas possuem o hábito de ler. A maioria das pessoas fica envergonhada de assumir que ‘não’, em grande parte se deve ao fato de termos passado por um processo histórico injusto que não nos permitiu ter tempo de inserir na cultura da população brasileira a leitura literária antes da Era da Informática, entre outros fatores. Obviamente que há muitos best-sellers do Brasil, no entanto, a maioria são de livros estrangeiros. Não tenho nada contra isso, aliás, eu também costumo ler muitos livros estrangeiros, daqueles que se tornaram filmes, só que isto prejudica o desenvolvimento do escritor brasileiro, muitos desistem de ser escritor, ou como ocorre com uma grande parte: continuam escrevendo, mas demoram para publicar outro, não dão o seu melhor por falta de tempo, pois tem outro trabalho para pagar as contas, e sabe que não será valorizado mesmo se o livro for fantástico.
Devo ressaltar que esta desvalorização sobre a literatura brasileira não inclui escritores que são psicólogos, psiquiatras ou coaches, e por quê? É uma longa história!
O que tem lido ultimamente?
Minha leitura é bem variada, de livros comerciais a não comerciais. Gosto de ler história de amor, terror e suspense, ficção científica, aventura etc. É por isso que as minhas histórias de fantasia possuem um pouco de tudo. Gosto muito de livros de história com linguagem mais acessível, romance clássico ou contemporâneo, entre outras coisas. Tenho lido livros estrangeiros e, obviamente, brasileiros, pois, se sou escritora, preciso valorizar os livros dos meus colegas de profissão do Brasil. Contudo, a minha dificuldade é achar os livros, justamente porque ter em mãos os livros de escritores independentes brasileiros é mais difícil, pois não há uma distribuição dos livros em livrarias on-line e físicas e nas bibliotecas, e muito menos se ouve falar dos escritores independentes, por mais que o escritor faça de tudo para ser conhecido. Assim, divulgação de escritor independente sem dinheiro é trabalho de formiguinha.
Que dica poderia fornecer a quem deseja escrever?
Não desista da literatura mesmo que você saiba que é difícil, assim, ter amor por escrever e ler é a primeira dica. Há escritores brasileiros que conseguiram reconhecimento, então, se você sonha com que suas obras se tornem famosas, tudo é possível. Você já assistiu àquele filme emocionante contando a história de um escritor famoso antes da fama? Pois é! Dê a sua essência à obra e, aos poucos, vai descobrindo o gênero literário com o qual se identifica e também aos poucos irá conseguir melhorar a sua escrita. Escritor não nasce do dia para noite, seja o primeiro a acreditar no seu potencial. Muita divulgação é necessária, mas a criatividade da sua obra é mais importante.
Link para o livro:
http://www.selojovem.com.br/pd-663aa4-no-mundo-dos-sonhos.html?ct=&p=4&s=1
CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.
SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).



Olá! Muito obrigada pela entrevista. Ficou muito legal!