
Fale-nos sobre você.
Sou ficcionista e ensaísta e venho publicando inúmeros contos de ficção científica e fantasia no Brasil, Espanha, Argentina, Alemanha e Estados Unidos.
Meu primeiro romance Portal de Capricórnio foi selecionado pela Produtora Norte-Americana TaleFlick entre 5 mil livros da plataforma para o concurso TaleFlick Discovery, que promove a adaptação da obra literária para o cinema, streamings e séries de TV.
Em junho 2025 lancei meu segundo romance Os Acordados pela Editora Rua do Sabão na Feira do Livro do Pacaembu, em outubro o livro teve os direitos de tradução e publicação adquiridos pela editora Sckinken Verlag durante a Feira do Livro de Frankfurt.
O livro será lançado ainda em 2026 na Alemanha e o primeiro capítulo de Os Acordados foi adotado no material didático da Kumon Institute South America.
Em dezembro de 2025, ganhei o Prêmio Argos, que é referência na Literatura de Ficção Científica no Brasil.
“Eu acredito muito em meu trabalho literário e na ficção especulativa, principalmente no subgênero literário da ficção científica como forma de arte e expressão.
Sempre estou inserida em atividades culturais, palestras, eventos, entrevistas e encontros literários com outros escritores e leitores. Porque entendo que é através da troca, informação e reciprocidade que a Literatura cresce e se expande, tanto na Lusofonia como no mundo.
É com o contato com o público que o escritor passa a formar e angariar leitores, consolidando em sua carreira literária uma biblioteca de sonhos”.
Fale-nos sobre o livro “Os Acordados”. O que a motivou a escrevê-lo?
Como escritora de ficção especulativa, gosto de abordar em meus romances e contos a complexidade e construção da realidade circundante. Afinal, somos afetados por tudo que nos rodeia e nos molda em nossa jornada.
No romance Os Acordados um terremoto sem precedentes e uma tempestade eletromagnética ocorrem simultaneamente no Cone Sul da América. Durante o fenômeno, cinco indivíduos reunidos por acaso em uma modesta hospedaria são as únicas testemunhas de um evento cataclísmico: o mundo está imóvel.
Todos os demais seres vivos do planeta ― animais e humanos ― estão capturados em um segundo eterno no tempo, como em uma fotografia.
Desnorteados pela constatação de que são os últimos despertos, uma Moça Descontente, um Jornalista de Meia-Idade, uma Atriz Arrependida, um Rapaz de Óculos de Aro e uma Velha Organista decidem empreender uma jornada, percorrendo cidades, mar e floresta, para localizar vestígios de movimento ou respostas para a insólita solidão.
Esse romance nasceu do desejo de tratar temas complexos como a invisibilidade e a solidão existencial que permeia a nossa vida cotidiana, através de uma abordagem humanista de desconexão com a realidade vigente.
Como analisa a questão da leitura no país?
Eu acredito que a questão da leitura no Brasil está sendo levada mais a sério, despertando um interesse maior sobre os livros e literatura. Claro que ainda estamos longe do ideal! Contudo, políticas públicas como o MEC Livros é uma iniciativa sem precedentes para a consolidação e fomento da leitura no Brasil. Além disso, as comunidades literárias dentro das redes sociais ganharam muita força através dos anos, incentivando a leitura e criando novas tendências de consumo. Atualmente, ler está na moda, o que explica a valorização e menção da literatura e livros nos trends topics.
O que tem lido atualmente?
Eu leio muitos livros e minha lista nunca para de crescer! Estou lendo muita literatura contemporânea como Desilusão de Ótica de Úrsula Antunes, O Segredo de Saint-Michel de Estevão Maria Ferraresi, A Cachorra de Pilar Quintana, o Litígio de Maílson Furtado e O Livro Branco de Han Kang.
Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?
A literatura de gênero ainda sofre muito preconceito, porque alguém se arrisca a escrever e publicar um livro de ficção científica no Brasil?
Eu acredito que, independentemente do gênero, a criação artística, especialmente a literária, é sem dúvida uma experimentação e transbordamento das inquietações humanas.
O preconceito contra livros de ficção científica, principalmente de autores e autoras brasileiras, ainda existe porque muitos desconhecem as histórias e os livros.
Por isso, são tão importantes iniciativas de apoio e divulgação como faz a revista Conexão Literatura, que dá visibilidade às obras que podem dialogar tão francamente com a nossa realidade, que está a cada dia mais distópica.
Link para o livro: https://www.editoraruadosabao.com.br/literatura-e-ensaios/os-acordados
SAIBA COMO DIVULGAR O SEU LIVRO, EVENTO OU LANÇAMENTO AQUI NA REVISTA CONEXÃO LITERATURA: CLIQUE AQUI
Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (https://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto AutoEstima (http://www.revistaprojetoautoestima.com.br). Chanceler na Academia Brasileira de Escritores (Abresc). Associado da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Já foi Educador Social e também trabalhou por 18 anos no setor de Inclusão Digital na Cidade de S. Paulo, numa rede de solidariedade que desenvolve ações de promoção da vida em várias partes do país e do mundo, um trabalho desenvolvido para pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. Participou em mais de 100 livros, tendo contos publicados no Brasil, México, China, Portugal e França. Publicou ao lado de Pedro Bandeira no livro “Nouvelles du Brésil” (França), com xilogravuras de José Costa Leite. Organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho). Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. Autor dos romances “Jornal em São Camilo da Maré” e “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”. Entre a organização de suas antologias, estão os títulos “O Legado de Edgar Allan Poe”, “Histórias Para Ler e Morrer de Medo”, “Contos e Poemas Assombrosos” e outras. Escreveu a introdução do livro “Bloody Mary – Lendas Inglesas” (Ed. Dark Books). Contato: ademirpascale@gmail.com



