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Os livros sempre preencheram meu imaginário. Desde cedo, senti que tinha vindo a este mundo para contar histórias.
Na faculdade, na PUC-Rio, tracei um plano: pagar as contas com o jornalismo e me realizar escrevendo livros. Não funcionou. O rigor da escrita jornalística me afastou, e migrei para a publicidade, em busca de mais liberdade criativa. Acabei construindo uma carreira em marketing e vendas. Foram 30 anos.
A necessidade de escrever nunca foi embora. Quando a vontade surgia, eu tentava silenciá-la com leitura. Não adiantava. Cada livro lido só aumentava a urgência. Entendi que o único caminho era escrever.
Em 2018, parei tudo. Saí do mundo corporativo e mergulhei na escrita criativa. Estudei, reaprendi, reescrevi. A escrita havia mudado e eu também.
No início de 2019, durante esse processo, vi uma chamada para publicação: um livro infantil, bilíngue, com prazo de uma semana. Sentei e escrevi. Nasceu “Denzel, o Caramujo sem Memória”. Fui selecionada e publicada. Assim começou.

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Depois veio “O Menino do Jardim”, um livro feito para participar de concursos. Sempre que o inscrevo, trabalho novamente no texto buscando melhores formas.
“Olhos Redondos”, meu primeiro romance, nasceu em 2018. Chegou a 400 páginas. Desde então, venho lapidando, cortando, reduzindo. Acredito na força do essencial. Um dia, ele encontra seu momento.
O livro de contos “Os Sete Pecados nas Capitais” revela uma face mais densa da minha escrita. Prefiro apresentá-lo aos leitores no tempo certo, quando já souberem que escrevo sobre o belo.
Atualmente, estou trabalhando em “Duna Branca”, com intenção de ser minha próxima publicação. É um romance diferente de “6 e ½.” Tem toques de regionalismo fantástico, é profundamente brasileiro. Uma história que se passa no Maranhão, onde morei por 17 anos. A cultura do Centro Histórico de São Luís e a beleza dos Lençóis Maranhenses são quase que personagens.
Minha inspiração para escrever pode ser qualquer coisa. Vence a que grita mais alto. Não escolho inteiramente o que escrevo. Escrevo por estar feliz ou incomodada com algo. E assim os temas começam sob meu controle, mas depois a narrativa só me usa como condutora.
Foi assim com 6 e ½. Ele surgiu da dor da separação de um amigo. Me aliviei na escrita. Mas a narrativa foi além do desabafo. Tornou-se um romance múltiplo: com humor, dor, redenção, autodescoberta, traição, amizade e amor. É um livro sobre gente e também uma ode à natureza da zona sul do Rio de Janeiro.

Com escrita fragmentada e pulsante, “6 e ½” alterna entre uma escrita crua e poética. A leitura é fluida, mas de permanência longa. Um convite a sentir, pausar, retornar. Ou, se o leitor preferir, atravessar de uma vez.
Hoje faço mentorias para autores iniciantes, sou leitora beta e crítica, faço resenhas literárias.
O último livro lido foi “As primas”. Um livro deliciosamente desconfortável. Uma obra-prima de Aurora Venturini. No momento estou lendo “Desilha”, de uma autora mineira, chamada Elisabeth Andrade, a ser ainda publicada. E ao mesmo tempo, “Tudo é Rio” de Carla Madeira.
Sobre a leitura no Brasil, é uma pena que não tenhamos o hábito. O brasileiro não lê de forma constante. Os livros físicos são caros e ficam inacessíveis para a maior parte da população. E quanto menos acesso, menos gosto se tem pela leitura. Mesmo os e-books perdem atenção. Difícil competir com a gratuidade e o consumo de fácil mastigação das redes sociais.

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