
Mostra gratuita convida o público a mergulhar no universo do escritor que levou a alma da Bahia para o mundo
A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, por meio do Instituto Motiva, transforma a Estação Butantã, da Linha 4-Amarela, em um convite à imersão no universo de Jorge Amado e à celebração da brasilidade em sua essência. A partir desta quarta-feira, 25 de março, o autor de obras icônicas passa a ser o novo homenageado do Projeto Centenários, em uma exposição interativa que resgata e celebra a trajetória e a influência de um dos maiores nomes da literatura brasileira.
A mostra convida os clientes da Linha 4-Amarela a mergulhar em uma experiência inspirada no imaginário do Pelourinho, nos aromas da culinária baiana e em obras consagradas como Gabriela, Cravo e Canela. A exposição ocupa diferentes ambientes da estação com instalações criativas que conectam literatura e cotidiano. Entre os destaques estão a reprodução em grande escala do livro Mar Morto, no piso 2 da estação, um dos primeiros romances do autor, e a escada temática que reúne títulos como Capitães da Areia, Dona Flor e Seus Dois Maridos, entre outras obras emblemáticas.
Com 179 itens, a exposição se distribui por diversos pontos da estação, criando um percurso imersivo. Escadas, vidros e paredes foram transformados com caricaturas e elementos visuais que retratam personagens e momentos importantes da obra de Jorge Amado. Um painel horizontal apresenta a linha do tempo do autor, com fotos, ilustrações e registros que contextualizam sua trajetória pessoal e artística.
Os guarda-corpos também trazem curiosidades e histórias pouco conhecidas do escritor, ampliando o olhar do público sobre sua vida e legado. A experiência é complementada por recursos de acessibilidade, como audiodescrição e vídeos em Libras, garantindo que todos possam se conectar com o conteúdo.
“Celebrar Jorge Amado é celebrar a crônica viva do Brasil e a força da ancestralidade que atravessa sua obra. Trazer esse universo para o fluxo diário da Estação Butantã amplia o alcance do autor e coloca a literatura em contato direto com milhares de pessoas que circulam pelo espaço todos os dias. É uma forma de democratizar o acesso à cultura e transformar o trajeto em uma experiência de descoberta, pertencimento e orgulho das nossas raízes”, afirma a presidente do Instituto Motiva, Renata Ruggiero.
“Hoje, inauguramos no segundo piso da Estação Butantã, uma belíssima exposição sobre Jorge Amado. Há 80 anos ele se unia à paulista Zélia Gattai para a mais bela jornada que um casal pode ter. Espero que a exposição seja muito visitada, o escritor, sua vida, sua obra, e, sobretudo, sua dedicação e amor a este país merecem. Sejam bem-vindos”, destaca Paloma Amado, filha de Jorge Amado.
A curadoria da exposição é assinada por Isa Ferraz e Marco Ferraz, com apoio da Fundação Casa de Jorge Amado, responsável por contribuir com todo o processo de pesquisa e concepção. Já o planejamento, a criação da identidade visual, o conceito da campanha e as peças foram desenvolvidos pela agência Profile. A produção é da agência Nico, com consultoria de acessibilidade de Cláudia Werneck, da Escola Gente.
A mostra conta com selo de carbono neutro, o que significa que todas as emissões de gases de efeito estufa geradas durante sua realização foram compensadas. A iniciativa está alinhada à estratégia de sustentabilidade da Motiva, que assumiu o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2035, sendo pioneira no setor ao estabelecer essa meta.
Jorge Amado: um Brasil que atravessa fronteiras
Jorge Amado é reconhecido como um dos autores que melhor retrataram o Brasil do século XX. Nascido em Itabuna e criado na região cacaueira da Bahia, construiu uma obra profundamente conectada às realidades sociais, culturais e afetivas do país. Ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, teve seus livros traduzidos para mais de 40 idiomas, levando a cultura brasileira para o mundo.
Sua escrita combina crítica social, humor, lirismo e sensualidade, dando vida a personagens marcantes e profundamente humanos. Em suas histórias, o cotidiano ganha protagonismo nas ruas de Salvador, no Pelourinho e nas plantações de cacau, revelando as contradições e desigualdades do país, ao mesmo tempo em que exalta a força, a alegria e a diversidade do povo brasileiro.
Abertura com reverência e tradição
A inauguração da exposição contou com uma ativação inspirada no universo do autor, reunindo cores, símbolos e expressões culturais da Bahia. O ator e diretor Odilon Wagner conduziu uma leitura cênica baseada em Mar Morto, com destaque para o capítulo “Iemanjá dos cinco nomes”, em uma homenagem à força simbólica da obra.
Os convidados também participaram de um tour guiado com os curadores, explorando os detalhes da cenografia e da narrativa expositiva. O evento contou ainda com a presença da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição sediada no Pelourinho e apoiada pelo Instituto Motiva, que abriga um dos mais importantes acervos sobre a vida e a obra do escritor.
Acesso à cultura e educação
Reforçando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e à educação, a Motiva promoveu uma ação voltada à comunidade do entorno durante a abertura da exposição. Como parte do Projeto Centenários, cerca de 50 alunos da EMEF Ministro Calógeras, na Zona Sul de São Paulo, participaram de um tour guiado exclusivo.
A atividade proporcionou às crianças um contato direto e lúdico com o universo de Jorge Amado, aproximando o público escolar de um dos maiores nomes da literatura brasileira. “A iniciativa reforça como os espaços públicos podem se transformar em ambientes de aprendizagem ao levar a obra de Jorge Amado para perto de alunos e professores. Ao integrar literatura, território e mobilidade, o Projeto Centenários amplia o alcance do autor e aproxima a comunidade escolar do patrimônio cultural do país. É dessa forma que promovemos inclusão, estimulamos novas descobertas e fortalecemos o acesso à cultura e à educação”, afirma a presidente do Instituto.
Projeto Centenários: cultura para quem circula pela cidade
Jorge Amado é o oitavo homenageado do Projeto Centenários, iniciativa do Instituto Motiva que integra a estratégia de investimento social da Companhia. O projeto tem como objetivo celebrar o legado de grandes nomes da cultura brasileira em seus centenários.
Desde 2023, já foram homenageados artistas como Grande Otelo, na Estação Paulista-Pernambucanas; Clementina de Jesus, na Estação Vila Sônia; Luiz Gonzaga, na Estação República; Clarice Lispector, na Estação Luz; Candido Portinari, na Estação Higienópolis-Mackenzie; Tomie Ohtake, na Estação Faria Lima; e Heitor Villa-Lobos, na Estação Pinheiros, com exposições realizadas ao longo da Linha 4-Amarela.
Em fevereiro, o Instituto Motiva recebeu o Zero Project Award 2026, um dos mais importantes reconhecimentos globais na área de inclusão. A premiação foi entregue durante a Zero Project Conference 2026, no Vienna International Centre, sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Viena, Áustria.
Desde 2014, o Instituto Motiva já investiu mais de R$ 532 milhões em projetos de impacto social, beneficiando mais de 24 milhões de pessoas em 555 municípios. Em 2025, foi destinado R$ 81,7 milhões, reforçando o compromisso da Companhia de investir R$ 1 bilhão em impacto social até 2035.
Sobre o Instituto Motiva I Entidade privada sem fins lucrativos, gerencia o investimento de impacto social da Motiva com o objetivo de gerar transformação e impacto social positivo na sociedade. Sua estratégia é organizada nas frentes de Soluções Sustentáveis, Qualidade de Vida e Redução das Desigualdades. Desde 2014, as ações do Instituto já beneficiaram mais de 24 milhões de pessoas. Saiba mais em: www.motiva.com.br/instituto/
Sobre a Motiva I Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 37 ativos, em 13 estados brasileiros e 16 mil colaboradores, sendo 20 aeroportos, 12 concessionárias de rodovias e cinco de trilhos. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em Aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado e compõe há 14 anos o hall de sustentabilidade da B3.
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Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (https://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto AutoEstima (http://www.revistaprojetoautoestima.com.br). Chanceler na Academia Brasileira de Escritores (Abresc). Associado da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Já foi Educador Social e também trabalhou por 18 anos no setor de Inclusão Digital na Cidade de S. Paulo, numa rede de solidariedade que desenvolve ações de promoção da vida em várias partes do país e do mundo, um trabalho desenvolvido para pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. Participou em mais de 100 livros, tendo contos publicados no Brasil, México, China, Portugal e França. Publicou ao lado de Pedro Bandeira no livro “Nouvelles du Brésil” (França), com xilogravuras de José Costa Leite. Organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir) e “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho). Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. Autor dos romances “Jornal em São Camilo da Maré” e “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”. Entre a organização de suas antologias, estão os títulos “O Legado de Edgar Allan Poe”, “Histórias Para Ler e Morrer de Medo”, “Contos e Poemas Assombrosos” e outras. Escreveu a introdução do livro “Bloody Mary – Lendas Inglesas” (Ed. Dark Books). Contato: ademirpascale@gmail.com



