Landulfo Almeida – Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Eu nasci em Brasília, mas passei a adolescência e boa parte da vida adulta em Salvador. Sou graduado em Engenharia Elétrica e pós-graduado em Marketing de Serviços. Trabalhei como engenheiro de software, fui empresário, professor e executivo em empresas de grande porte. No início da minha carreira como engenheiro, cheguei a morar em São Paulo por cinco anos. Em 2007, fiz uma mudança profissional radical que me permitiu trabalhar em casa. Finalmente, as muitas histórias iniciadas e abandonadas ao longo dos anos, por falta de tempo, puderam se desenvolver.
Em 2012, publiquei meu primeiro livro, As Duas Faces do Destino, pela Editora Novo Século. Em 2018, recorri à autopublicação para Sete Pinturas – A Lenda do Fim do Mundo, e, em 2025, lancei Morte e Destruição – A Promessa de Milton Jacobs, pela editora O Artífice.
Sou fascinado por ciência, geopolítica, economia e mercado financeiro. Apaixonado por cinema, séries e literatura. Acredito que essa experiência profissional eclética e meus diversos interesses enriquecem minhas histórias, criando ambientes e personagens plausíveis e permitindo à minha imaginação fluir livremente.

Fale-nos sobre seus livros. O que o motiva a escrevê-los?

Escrevo histórias de mistério intrincado, daqueles que funcionam como um quebra-cabeça a ser montado pelo leitor junto com os personagens. Nesse aspecto, assemelham-se às obras de Dan Brown, algo várias vezes mencionado por leitores.
Até agora, todos os livros tiveram algum elemento fantástico como apoio à trama. No primeiro, As Duas Faces do Destino, a ficção científica é o ponto de partida, porém, ela permeia a história, não é sua essência. Em Sete Pinturas – A Lenda do Fim do Mundo, uma lenda indígena ancestral preconiza o fim da humanidade e precisa ser compreendida antes que seja tarde. Em Morte e Destruição – A Promessa de Milton Jacobs, a ficção científica é ainda mais sutil.
Na realidade, não escrevo sobre tiros e bombas, escrevo sobre quem aperta os botões, quais são suas motivações, sua história de vida. Meus personagens são tão reais quanto possível, possuem várias camadas, e o leitor, em última instância, julgará quem está certo ou errado a cada momento. Gosto de usar a ficção também como ferramenta para provocar a reflexão sobre assuntos importantes e dilemas morais. Expor os personagens a situações extraordinárias permite esse exercício.
Minha prioridade, contudo, é divertir o leitor. Prendê-lo a cada página e instigá-lo a seguir para o próximo capítulo. Quero provocar emoções. Amo ler. Adoro histórias que me surpreendem, cujos personagens permanecem comigo muito depois da última página. Minha meta é conseguir reproduzir esse sentimento para meus leitores.
Por que escrevo? As histórias surgem na minha mente espontaneamente, desde muito cedo. Colocá-las no papel é vivê-las, sentir as emoções dos personagens. Não escrevo porque quero, escrevo porque preciso.

Como analisa a questão da leitura no país?

Em 2014, acreditava que o Brasil estava em uma espiral crescente de ampliação do número de leitores e do número de livros lidos por leitor. O número de jovens nas Bienais do Rio de São Paulo e a multiplicação dos blogs literários sugeriam que o acesso à leitura e o interesse estava aumentando.
Pesquisas como a Retratos da Leitura no Brasil, encomendada e divulgada pelo Instituto Pró-Livro, pareciam corroborar o início de uma ascendente de melhora entre 2011 e 2015.
Recentemente, contudo, talvez motivado pelo gasto de tempo das pessoas, em geral, nas redes sociais, mesmo sem dados concretos, senti um arrefecimento da tendência. A 6ª pesquisa Retratos da leitura no Brasil, de 2024, parece confirmar meus receios. Houve redução tanto no número de leitores quanto no número de livros lidos.
Prefiro não especular os motivos para esse declínio, mas, em relação aos livros de ficção, apostaria que a solução está em fazer o jovem se apaixonar pela leitura mais cedo. Fisgá-lo com best-sellers antes de expô-lo aos clássicos de conteúdo profundo, tão necessários à formação do cidadão.
Comecei a ler a série Harry Potter para minha filha antes mesmo de ela saber ler. Todos os dias, após o jantar, líamos um capítulo. O resultado foi uma leitora adolescente que chegou a ler cinquenta livros em um ano. Hoje, universitária, ela lê tudo, de Stephen King a Dostoiévski e Tolstói.
Do lado positivo, vejo com grande alegria a proliferação de autoras de romance que conquistaram leitores vorazes nas plataformas digitais. Os gêneros policial e fantasia também têm crescido. Torço para que o movimento se expanda para outros gêneros. Bookstagrams literários fazendo um excelente trabalho de divulgação da literatura nacional, não faltam.

Há outros projetos em pauta?

Sim. No momento, estou me dedicando a dois projetos em paralelo. Estou reescrevendo meu primeiro livro e trabalhando em uma nova obra.
Quando escrevi As Duas Faces do Destino, ainda não tinha definido um estilo de escrita. Estava tateando, aprendendo meu caminho. Sou obviamente suspeito, mas acho a história incrível e quero torná-la mais ágil, sem alterar sua essência.
Sobre a nova obra, ela está em fase de pesquisa. Não posso revelar nada, por enquanto.

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?

Além do prazer em escrever, o que mais o atrai na carreira literária?

A experiência de conhecer e interagir com leitores, influenciadores literários, escritores e escritoras é uma das maiores alegrias para mim. Em 2013, participei da Bienal do Livro no estande da editora Novo Século, conversando com leitores e curiosos. Desde então, busquei todas as oportunidades para me manter em contato com o público e com colegas de escrita. Participei de múltiplos eventos literários pelo Brasil.
Em 2014, criei e conduzi, com o apoio dos autores Leonardo Barros, Janaina Rico e Marcelo Hipólito, o programa de entrevistas no YouTube “Na Mira dos Autores” (youtube.com/user/LandulfoAlmeida). Dentre outros, conversei com nomes famosos como Eduardo Spohr e André Vianco.
No mesmo ano, fui coentrevistador dos programas “Eu Leio Brasil” (canal Eu Leio Brasil) e “Papo de Escritor” (canal Sente e Escreva). No primeiro, tivemos a chance de entrevistar autoras como Thalita Rebouças e Paula Pimenta. No segundo, conversávamos com profissionais do trade literário.
Fui também um dos apresentadores de um evento belíssimo da Semana do Livro Nacional no RJ. Conduzimos várias sessões de bate-papo entre escritores de gêneros semelhantes e, ao final, Thalita Rebouças recebeu a premiação máxima.
Seja de forma presencial ou virtual, cada encontro, cada troca é um presente. Sempre aprendo e, frequentemente, conheço pessoas incríveis, das quais me torno fã, e outras que se transformam em amigos queridos que a literatura me proporcionou.

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