Sandro Costa Gonçalves – Foto divulgalção

Fale-nos sobre você.

Sou uma pessoa que valoriza a simplicidade, o contato com a natureza e os momentos genuínos da vida. Procuro manter um olhar positivo e o foco em fazer o que precisa ser feito diante das situações. Gosto de praticar esportes, de cinema, viajar, mas também de ficar em casa. Venho de uma família humilde e muito amorosa, que me ensinou desde cedo valores como gratidão, honestidade e respeito. Tenho o privilégio de ser pai de uma filha linda e esposo de uma mulher virtuosa, que são fontes de inspiração e equilíbrio.
No lado profissional, sou administrador, consultor, educador, com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro e atuação acadêmica em cursos de Administração, Gestão e Finanças. Mestre em Ciências Ambientais, com foco em políticas sustentáveis e economia circular, também sou especialista em Inteligência Financeira e Gestão de Pessoas e formação em Psicanálise. Ao longo da carreira, tenho conciliado a prática de gestão com a formação de pessoas, promovendo o desenvolvimento humano, o equilíbrio financeiro e a melhoria de processos organizacionais.

Fale-nos sobre o livro. O que motivou a escrevê-lo?

Ao longo da minha trajetória pessoal e profissional, especialmente nos 25 anos atuando no mercado financeiro, percebi algo que sempre me chamou a atenção: muitas pessoas enfrentam dificuldades com o dinheiro, e nem sempre isso se deve à falta de conhecimento. Na prática, elas sabiam o que fazer, mas ainda assim tomavam decisões contrárias ao que parecia mais sensato. Essa contradição me despertou uma curiosidade que me inquietava: por que, mesmo sabendo, agimos contra o que é melhor para nós financeiramente? E isso vale para outras áreas da vida também.
Essa inquietação me acompanhou ao longo dos anos e se intensificou quando iniciei minha jornada como professor no ensino superior, ministrando aulas na área de negócios. Em sala de aula, essa mesma dificuldade se repetia em diferentes contextos e perfis: o desafio não era apenas saber, mas saber o que fazer com o que se sabe.
A partir disso, nasceu o desejo de produzir algo que integrasse minhas vivências no campo profissional, pessoal e acadêmico; algo que fosse contributivo e que realmente pudesse ajudar as pessoas a entenderem e lidarem melhor com o dinheiro, de forma mais consciente e equilibrada.
Mais do que falar sobre finanças, meu desejo era escrever algo que também despertasse a reflexão e o autoconhecimento. Algo que me permitisse aprender ao longo do processo e compartilhar esse aprendizado com outras pessoas. Essa intenção se somou à vivência de anos observando como as decisões financeiras estão consideravelmente ligadas ao comportamento, às emoções e à maneira como lidamos com o saber. Tudo isso se reuniu como motivação para escrever o livro; ele propõe um olhar mais atento e humanizado sobre o dinheiro.
 
Como analisa o ensino universitário pós-pandemia?

A pandemia acelerou uma transformação já em curso: a necessidade de repensar os métodos, os conteúdos e os papéis dos atores no processo de ensino-aprendizagem. O ensino universitário pós-pandemia tornou-se mais híbrido, mais desafiador e, ao mesmo tempo, mais exigente. O professor passou de transmissor de conteúdo a mediador do conhecimento, e os alunos foram desafiados a se tornarem mais autônomos. No entanto, também ficou evidente a desigualdade no acesso a recursos digitais e a importância do vínculo humano na aprendizagem. É preciso agora consolidar um modelo que valorize a tecnologia sem renunciar à formação crítica, ética e integral do estudante.
 
Como analisa a questão da leitura no país?

Infelizmente, os índices de leitura no Brasil ainda são baixos, e isso impacta diretamente a formação cultural, crítica e profissional da população. A leitura é uma ferramenta poderosa de emancipação e, quando incentivada desde cedo, tem o poder de transformar realidades. Nesse sentido, acredito que o papel dos pais é fundamental para estimular o hábito da leitura desde a infância, criando um ambiente propício para que essa prática se desenvolva de forma natural e constante. Eu mesmo demorei muito a entender essa importância.
Além disso, é fundamental que os métodos de ensino inspirem e realmente contribuam para o desenvolvimento da leitura nos alunos, tornando o processo mais envolvente, significativo e conectado à realidade deles.
No entanto, para que o hábito da leitura realmente floresça, é fundamental que os livros sejam acessíveis, não apenas em preço, mas também na linguagem e na identificação com o leitor. Acredito que nosso papel vai além de cobrar que as pessoas leiam; devemos provocar interesse, estimular reflexões e mostrar que ler é uma forma de expandir a mente, as possibilidades e a consciência.
Mais do que exigir leitura, precisamos inspirar o prazer de ler.
 
Existe algo que você considera fundamental para que uma pessoa consiga aplicar o que aprende e realmente evoluir?

Acredito que um ponto fundamental, que muitas vezes passa despercebido, é a importância da construção da mentalidade das pessoas para o sucesso pessoal e profissional. Muitas vezes, temos conhecimento técnico, habilidades e até oportunidades, mas o que realmente faz a diferença é a forma como encaramos os desafios, as mudanças e as decisões do dia a dia.
Construir uma mentalidade positiva, resiliente e consciente é um processo contínuo, que exige autoconhecimento, disciplina e abertura para aprender com erros e acertos. Essa construção nos permite transformar obstáculos em aprendizado, desenvolver empatia e tomar decisões mais alinhadas com nossos valores e propósitos.
Na minha trajetória, percebi que desenvolver a mentalidade é tão, ou até mais, importante do que dominar técnicas ou estratégias, pois, sem uma mentalidade fortalecida, torna-se difícil aplicar o conhecimento e alcançar resultados verdadeiros e duradouros. Por isso, acredito que investir na construção dessa mentalidade é o primeiro passo para qualquer transformação significativa, seja na vida pessoal, nas finanças ou nas organizações. Em outras palavras, estamos falando de educação.

Link para o livro:
https://lcm.com.br/site/#/livros/detalhesLivro/entender-financas-comportamentais-nao-e-um-bicho-de-sete-cabecas.html

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