Cristina Bresser – Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Designer gráfica pela UFPR, cursou Creative Writing na University of Edinburgh. Publicou os romances: Quase tudo é risível (Benfazeja) e Hand Luggage (Czykmate, Canadá). Recebeu o Prêmio João Isabel em Manteigas (Portugal, conto). Autora do roteiro “Homem da porra”, do festival de teatro Parlapatões. Recebeu o Prêmio Coletivo São Paulo, microconto, e o Prêmio Campos de Jordão, crônica. Autora de Pra rir & pra chorar — 11 anos de histórias de proteção animal, crônicas. Publicou o livro de contos Tempo de jabuticaba pela Editora Urutau. Foi vencedora do Concurso Literário da Degustadora de Histórias – prêmio de melhor romance literário ao Instantâneos de Anas. Seu romance Raízes aéreas foi selecionado pela Editora Mondru e será impresso em 2025. Publicações nos seguintes países: Brasil, Canadá, Austrália, USA, UK, França, Grécia e Índia.

Fale-nos sobre o livro “Raízes aéreas”. O que motivou a escrevê-lo? 

“Raízes aéreas” é um romance contemporâneo que se passa na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Os personagens principais vêm de São Paulo, capital. Ambos emocionalmente frágeis, carregam vulnerabilidades mentais que lhes assaltam em situações de choque. A trama é dividida em sete dias, período que a fotojornalista Fernanda (protagonista e narradora principal) passa na Chapada, tentando se recuperar de uma demissão inaceitável e, principalmente, do trauma de um casamento desastroso, desfeito quando descobriu que o marido era homossexual. “Raízes aéreas” aborda instabilidades psicológicas, crises existenciais e desafios internos que permeiam a experiência humana. Traz como diferencial a narrativa em primeira pessoa e a alternância de personagens secundários que são os narradores de suas próprias histórias, variando entre cenas de humor, cenas comoventes, cenas chocantes e cenas de sexo explícitas. O romance trata com sensibilidade um tabu da nossa sociedade: a homossexualidade masculina mascarada através de casamentos heterossexuais. Minha motivação ao escrever esse romance foi chamar a atenção para o “gaslighting”, uma forma de abuso psicológico que consiste em manipular uma pessoa, geralmente uma mulher, para que ela duvide da sua própria realidade. O objetivo é minar a confiança da vítima em relação aos seus pensamentos, sentimentos, percepções e memórias. O livro aborda a manipulação psicológica sofrida pela protagonista, que juntamente com uma demissão injusta e abusiva, levam a personagem principal a um estado de vulnerabilidade emocional, fazendo com que ela se refugie na Chapada dos Veadeiros.

Além do livro acima, que será lançado entre setembro e outubro, você ainda publicou cinco livros, inclusive um em inglês. Fale-nos sobre eles.

Publiquei os romances: Quase tudo é risível (Ed. Benfazeja, 2016) e Hand Luggage (foi o único romance selecionado entre dezenas de “native speakers” como canadenses, estadunidenses, britânicos e neozelandeses pela editora Czykmate, de Montreal, no Canadá, publicado em 2018, impresso e e-book).  Sou a autora de Pra rir & pra chorar — 11 anos de histórias de proteção animal, livro de crônicas que escrevi, editei e publiquei em 2022. Em 2023, publiquei o livro de contos Tempo de jabuticaba pela Editora Urutau, lançado na Flip no mesmo ano. Em 2024, fui vencedora do Concurso Literário da Degustadora de Histórias – recebi o prêmio de melhor romance literário ao “Instantâneos de Anas”, publicado em dezembro, em edição de capa dura e brochura. Meu romance Raízes aéreas foi selecionado pela Editora Mondru ano passado. Eu estava de férias em João Pessoa quando recebi a notícia que o “Raízes aéreas” tinha sido selecionado pela Mondru, e dois dias depois, recebi mensagem que os “Instantâneos de Anas” tinha sido premiado como melhor romance literário pela editora A Degustadora de Histórias de Ribeirão Preto. Então, terei dois romances publicados num intervalo pequeno, mas estou muito satisfeita com o resultado das duas publicações.

Como analisa a questão da leitura no Brasil?

É, sem dúvida, uma questão cultural. Em alguns países da Europa (Finlândia, por exemplo) as pessoas presenteiam estranhos no Natal com livros. Em transportes públicos, você encontra muita gente ainda lendo livros, ao invés de estar com a cara grudada no celular. Eu criei o prazer pela leitura em casa, tendo o exemplo dos meus avós e dos meus pais, e, depois, no colégio (na minha época a gente tinha que ler e fazer resumo, responder a questionários sobre livros clássicos como Machado de Assis, José de Alencar, José Lins do Rego – e eu amava!). Poucas escolas no Brasil, atualmente, têm bibliotecas ativas e professores que engajem os alunos na leitura. Aqui em Curitiba existem muitas bibliotecas públicas (a Biblioteca Pública do Paraná é fantástica, supercompleta, tem inclusive vários exemplares de todos os meus livros e oferece muitos cursos de literatura e projetos de leitura), Faróis do saber, Casas de leitura. Então, eu não acredito que seja apenas porque o livro no Brasil é caro, eu acredito em falta de incentivo à leitura. 

 Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder?

Meu novo romance “Raízes aéreas” faz parte de uma coleção da Editora Mondru, chamada “Vulnerabilidades do Eu”. Essa coleção convida os leitores a uma jornada profunda e íntima pelos meandros das fragilidades humanas. Nesta coleção, poesias, contos e romances revelam as várias camadas das vulnerabilidades mentais, emocionais e sociais que afetam os protagonistas. As narrativas, muitas vezes em primeira pessoa ou com um eu lírico marcante, exploram temas como saúde mental, isolamento, crises existenciais e os desafios internos que moldam a experiência humana. Cada obra é um espelho que reflete as lutas e as vitórias do ser humano em sua busca por compreensão e superação, proporcionando uma leitura introspectiva e poderosa.

Link para o livro:
https://mondru.com/produto/raizes-aereas/

SAIBA COMO DIVULGAR O SEU LIVRO, EVENTO OU LANÇAMENTO AQUI NA REVISTA CONEXÃO LITERATURA: CLIQUE AQUI

Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *